Um ano após o lançamento do EP de estreia, os Blasfemea lançam agora o primeiro longa duração. Afastando-se das comparações com os X-Wife, a banda portuguesa decidiu tomar um novo caminho sonoro com «Galaxia Tropicalia».

«No primeiro EP, a coisa era mais rock. E em Portugal, quando o rock se junta à electrónica, fala-se logo em X-Wife, o que até não é mau, é uma excelente referência», disse o guitarrista Fábio Jevelim ao IOL Música.

«Temos influências mais psicadélicas, o que leva ao "Galaxia", e outras mais africanas, mais tropicais, [o que leva ao "Tropicalia"]», explicou o vocalista Tiago Amaro.

«Galaxia Tropicalia» apresenta dez temas, todos eles com nome de mulher. «Decidimos que todas as músicas iam ter nome de mulher e cada uma ia representar uma cidade», revelou Tiago.

Entre Tóquio, Londres e Paris, Lisboa é apresentada no single «Maria».

O disco inclui uma versão de Michael Jackson - «Dirty Diana» aparece aqui simplesmente como Diana.

«Queríamos também fazer uma cover de uma música pop que não fosse muito esperada e que nos desse algum trabalho», contou o vocalista dos Blasfemea.

Produzido pelo guitarrista Fábio Jevelim, «Galaxia Tropicalia» contou ainda com a participação de Makoto Yagyu, dos If Lucy Fell, e dos ingleses Dead Kids.

A festa de apresentação do álbum de estreia dos Blasfemea acontece a 30 de Outubro, no Passos Manuel, no Porto, e a banda tem já vários concertos agendados para os próximos meses.

Vê aqui o vídeo da entrevista com os Blasfemea: