O norte-americano John Perry Barlow, ciberativista pela independência e liberdade da internet e letrista da banda Grateful Dead, morreu esta quinta-feira aos 70 anos, indicou a Electronic Frontier Foundation (EFF).

Barlow, que foi um dos impulsionadores da EFF em 1990, juntamente com Mitch Kapor e John Gilmore, morreu esta quinta-feira de manhã enquanto dormia, disse a diretora executiva da fundação, Cindy Cohn, em comunicado.

“Não é exagero dizer que grande parte da internet que hoje todos conhecemos e amamos existem e desenvolvem-se graças à visão e à liderança de Barlow [que] sempre viu a internet como um lugar fundamental de liberdade, onde as vozes largamente silenciadas podem encontrar um público e onde as pessoas podem ligar-se a outras apesar da distância física”, afirmou Cohn.

Multifacetado e com interesses diversos, da literatura à tecnologia, John Perry Barlow foi letrista da emblemática banda psicadélica Grateful Dead entre 1971 e 1995.

O seu pensamento libertário e utópico sobre a internet encontra-se condensado em “Uma Declaração de Independência do Ciberespaço”, manifesto publicado em 1996 e no qual defendia que a rede global fosse um local em que os governos dos países não tivessem qualquer tipo de poder ou capacidade de ingerência.

John Perry Barlow, que passou grande parte da vida como fazendeiro no estado de Wyoming, foi igualmente um dos fundadores, em 2012, da Fundação para a Liberdade da Imprensa (FPF).