O músico britânico Morrissey, ex-The Smiths, é esperado esta segunda-feira no Coliseu de Lisboa, para o arranque de uma digressão pela Europa, que inclui pelo menos trinta concertos até ao final do ano.

Depois de uma série de atuações nos Estados Unidos, Morrissey editou em julho o álbum «World peaced is none of your business», décimo da carreira a solo, iniciada em 1988, depois de The Smiths terem acabado.

A edição do novo disco acabou por ser atribulada, porque o músico se desentendeu com a editora, retirando o álbum das lojas, assim como dos serviços de escuta online.

Morrissey atua em Lisboa, dois anos depois de ter cancelado - no próprio dia - um concerto em Cascais. Em 2006 atuou no festival Paredes de Coura.

Em 1988, depois da separação dos Smiths, grupo de culto de Manchester, Morrissey dedicou-se a uma carreira a solo.

Até hoje, o músico compôs canções como «Everyday is like sunday», «Now my heart is full», «The more you ignore me the closer I get», «Suedehead», «I'm throwing my arms around Paris», «Onde day goodbye will be farewell», «Irish blood, english heart» e «First of the gang to die».

No ano passado editou o livro «Autobiography», no qual aborda o fim dos Smiths, fala sobre os seus relacionamentos, depressão e ativismo e acerta contas a propósito de desavenças judiciais com a editora Rough Trade e com Mike Joyce, antigo baterista da banda.

Sendo muitas vezes notícia, não pela música, mas por aquilo que defende, Morrissey apoiou, em declarações feitas em agosto, a autonomia da Escócia em relação ao Reino Unido.