O fadista António Mourão, de 78 anos, faleceu esta noite na Casa do Artista, em Lisboa, disse à agência Lusa fonte da instituição.

O autor do conhecido tema «Ó tempo volta para trás», nascido a 5 de junho de 1935 e natural do Montijo, afastou-se do mundo artístico nos anos 90.

As causas da morte de António Mourão, nome artístico de António Manuel Dias Pequerrucho, não foram divulgadas.

António Manuel Dias Pequerrucho, de nome artístico António Mourão, nasceu no Montijo a 5 de junho de 1935.

António Mourão estreou-se como profissional, em 1964, na casa de fados Parreirinha de Almada, e atingiu notoriedade um ano depois quando interpretou o tema «Oh tempo volta para trás», na revista «E viva o velho», no Teatro Maria Vitória, em Lisboa.

Com letra de Manuel Paião e música de Eduardo Damas, «Oh tempo volta para trás» tornou-se num dos temas de grande êxito da música ligeira.

«Não há fado sem verdade» (1989) foi o último trabalho gravado por António Mourão, após o qual o artista fez uma digressão pelo estrangeiro para cantar para as comunidades portuguesas, retirando-se pouco tempo depois da vida artística e do convívio social.

Uma das facetas menos conhecida de António Mourão é a de autor, tendo escrito algumas letras que interpretou, nomeadamente «Aquilo que canto é fado», com música do maestro Ferrer Trindade.

O velório realiza-se às 12:45 de domingo e o funeral 45 minutos depois no cemitério de Quinta do Conde, concelho de Sesimbra, disse à agência Lusa fonte da Casa do Artista.

O cantor, que deixou ordens expressas para que a sua morte fosse tratada com a máxima discrição, morreu hoje de madrugada, aos 78 anos, na Casa do Artista, em Lisboa, onde residia desde 22 de fevereiro de 2005.