A segunda semana do Rock in Rio começou na noite de quinta-feira com uma união do metal dos brasileiros Sepultura com o batuque do Tambours du Bronx, e o português DJ Ride a abrir a tenda eletrónica, escreve a agência Lusa.

No Palco Mundo, a principal banda de metal brasileira iniciou sua apresentação com a canção «Kaiowas», lançada nos anos 1990, em referência à tribo indígena com o mesmo nome, atualmente ameaçada de extinção.

No final da canção, um vídeo que mostrava os índios fez referência à polémica central de Belo Monte, num claro protesto contra a hidroelétrica que está a ser construída no norte do Brasil.

Na música seguinte, mais protestos com «Refuse-Resist» tocada com imagens das manifestações de rua ocorridas recentemente no Brasil.

Depois subiu ao palco Mundo a banda sueca Ghost B.C., com uma apresentação performática com os músicos a entrarem mascarados e encapuzados, com direito a uma «missa satânica», encabeçada pelo vocalista que se autoproclama Papa Emeritus.

Seguiram-se os Metallica, a banda mais esperada da noite, que apresentou um concerto com os maiores êxitos de uma carreira de mais de 30 anos. A banda norte-americana atuou no Brasil numa altura em que promove também o filme para cinema, «Through The Never».

A presença portuguesa da noite ficou por conta do DJ Ride, que abriu a tenda eletrónica, localizada no final da Rock Street, e que atraiu centenas de pessoas.

O músico, de 28 anos, foi campeão mundial de scratch em 2011, num concurso realizado pela IDA (Associação Internacional de Disc-Jockeys), em Cracóvia, Polónia.

No sábado será a vez do também português DJ Vibe agitar a pista eletrónica, no penúltimo dia do festival, enquanto esta sexta-feira é dia do concerto dos The Gift, no Palco Sunset.