Família Metallica levou 40 mil pessoas ao Optimus Alive!09
No terceiro concerto em três anos, norte-americanos voltaram a fazer as delícias de várias gerações de fãs. Vê também as fotos e vídeos do primeiro dia do festival.
Por: Redacção/ João Carneiro da Silva | 2009-07-10 06:14Dia de Metallica é dia de enchente garantida. No terceiro concerto em três anos, a banda norte-americana levou ao Optimus
Alive!09 uma «família» (assim chama James Hetfield aos fãs) de 40 mil pessoas.
O primeiro dia do festival esteve
reservado às sonoridades mais pesadas no palco principal. Aos portugueses RAMP couberam as honras de abertura, seguindo-se
a primeira apresentação do novo disco dos Mastodon em Portugal.
Com menos de uma hora de actuação, «Crack The Skye»
só teve direito a três temas («Oblivion», «The Czar» e «Crack The Skye»), mas em entrevista ao IOL Música, o baixista e vocalista
Troy Sanders prometeu o regresso da banda ao nosso país em 2010, «durante os meses de Março ou Abril».
Apesar
de prejudicados pela má qualidade de som, os Mastodon conseguiram convencer o público em geral com a sua mistura de metal,
rock clássico e rock progressivo.
Lamb of God e Machine Head amigos do mosh
O metal directo
ao assunto e apelativo ao mosh dos Lamb of God animou ainda mais os festivaleiros, que pelas 19h30 já estavam em grande
número dentro do recinto no Passeio Marítimo de Algés. «Wrath» foi o novo trabalho que o grupo liderado por Randy Blythe levou
ao Alive naquele que foi o primeiro espectáculo dos Lamb of God em Portugal.
Já as filas para os comes e bebes se
multiplicavam e os californianos Machine Head pisavam o Palco Optimus. A falange de fãs parece aumentar a cada concerto que
a banda dá por cá e esta quinta-feira Robb Flynn e companhia terão conseguido converter mais alguns «fiéis» ao som de «Ten
Ton Hammer», «Halo» e «Davidian».
O guitarrista Phil Demmel, fez questão de trazer a sua mãe, que é portuguesa, para
o palco, exibindo também uma bandeira lusa. O público, naturalmente orgulhoso, recebeu-a com uma ovação.
Slipknot
continuam explosivos em palco
Enquanto os «penetras» Homens da Luta iam «invadindo» a zona VIP, o Palco Optimus
Discos e a área de imprensa, entravam em cena os mascarados Slipknot. Cinco anos após a última actuação em Portugal («Já não
vinhamos cá há muito tempo», afirmou o vocalista Corey Taylor), o conjunto apresentou-se com apenas oito elementos. A razão
para a ausência do percussionista Chris Fehn esteve relacionado com a «morte trágica» de um familiar próximo do músico.
Desde
o arranque deliciosamente intenso com «(sic)», «Eyeless» e «Wait & Bleed» até ao final explosivo de «Spit It Out», no qual
não faltou o habitual «jump the fuck up», os Slipknot mostraram que, volvidos 10 anos sobre o lançamento do álbum de
estreia, a banda continua a ser um autêntico barril de pólvora com pavio curto, e não perdeu energia nem sentido de palco
ao longo da última década.
Metallica e a família de 40 mil pessoas
Mudado o cenário para a já conhecida
estrutura de dois andares que os Metallica apresentam nos seus concertos, eis que se escuta a famosa «The Ecstasy of Gold»,
que Ennio Morricone compôs para o filme «O Bom, o Mau e o Vilão» e que os «Four Horsemen» adoptaram como marcha de entrada.
Dos
velhinhos «For Whom The Bell Tolls» e «Seek & Destroy» aos mais recentes «All Nightmare Long» e «The Day That Never Comes»,
os Metallica contaram sempre com um coro de vozes incansável do lado da plateia.
Cruzando várias gerações de fãs,
a «família Metallica» esteve mais uma vez «em peso» para receber aquela que é já uma verdadeira instituição do hard rock e
heavy metal. James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Rob Trujillo retribuíram o declarado amor pelos fãs portugueses com
mais um concerto apaixonante e ao mesmo tempo demolidor.

