Um dia depois de Elton John e os D.A.M.A terem animado a Praia do Cabedelo, a energia de James Bay em palco teve a singularidade de empolgar as diversas gerações que se encontravam no festival Marés Vivas. O recinto e nem as várias centenas com confortável assento na bancada resistiram a dançar, ininterruptamente.

O vencedor do Brit Awards Critic's Choice - os prémios da crítica britânica, os mais importantes entregues pela indústria discográfica inglesa - alternou músicas intimistas com outras mais ritmadas, invariavelmente com atitude 'irrequieta' que preenchia o palco e em permanente contacto com o público.

"Let it go" e "Scars" foram alguns dos temas do álbum de estreia "Chaos and the Calm" mais cantados pela plateia, maioritariamente feminina, mas o êxtase chegou no último tema, "Hold back the river" cantado com o artista envergando uma camisola do FC Porto.

Seguiu-se o quarteto inglês Kodaline, num registo menos energético, compensado no diálogo com o público que vibrava a cada uma das insistentes referências a Portugal.

O segundo dia começou a aquecer com o 'rapper' Jimmy P, num registo de vigor e energia muito semelhantes a Dengaz, que apresentou o terceiro disco de originais "Para Sempre" e homenageou a seleção de futebol com o tema "Eu Consigo".

A noite terminou com Lost Frequencies, com o DJ e produtor musical belga de 22 anos a destacar-se com os singles "Are you with me" e "Reality" mesclados com muitos remixes de populares temas da musica dance.

O XIV festival Marés Vivas termina sábado com os 'veteranos' Rui Veloso e James, bem como Tom Odell e Beth Orton.

Hoje será o último dia do festival, onde a banda britânica James apresentará o último álbum “Girl At The End Of The World”, editado em março. Com 30 anos de carreira, a banda é uma das mais influentes no mundo 'indie', atingindo a popularidade com temas como “Sit Down”, “She's a Star”, “Laid” ou “Getting Away With It (All Messed Up)”. Depois de um interregno de seis anos, regressou aos palcos em 2007, tendo vendido, até ao momento, cerca de 25 milhões de álbuns.

Pelo palco principal, vai ainda passar o português Rui Veloso, com temas de 35 anos de carreira que marcaram várias gerações.“Não há estrelas no céu”, “Chico Fininho”, “Jura”, “Porto Covo”, “Anel de Rubi” ou “Nunca me esqueci de ti” são alguns dos maiores êxitos do cantor, compositor e guitarrista que elevou o rock nacional.

Também o cantor e compositor inglês Tom Odell, apontado pela crítica como uma das maiores revelações europeias atuais, e a cantora e compositora Beth Orton, vencedora de um Brit Award, irão surpreender o público com sonoridades diversificadas.