O angolano Nástio Mosquito vai estrear-se a solo em Portugal, com um concerto no Lux, em Lisboa, no dia 17 de abril, escreve a agência Lusa.

«Se Eu Fosse Angolano», o álbum de estreia do músico, começará a ser distribuído em Portugal a 10 de março. A conceção artística do disco e os vídeos são da responsabilidade do designer gráfico espanhol Vic Pereiró.

Nástio Mosquito é o autor de todos os temas do duplo álbum, que pretende ser «um convite à reflexão» sobre uma Angola contemporânea e plural, sobre «as relações entre homem e mulher, a relação das pessoas com o dinheiro, com os mais velhos», resume a agência que o representa em Portugal, a La Maquina, em comunicado.

Mais conhecido pelo trabalho de artes plásticas, tendo já exposto na Tate Modern, em Londres, e no Museu Berardo, em Lisboa, Nástio Mosquito quer agora dedicar-se à música.

Em entrevista à Lusa, em agosto, Nástio Mosquito assumiu alguma mágoa por nunca ter sido convidado para atuar em Portugal. Três meses depois, foi convidado a atuar no festival Mexefest e assinou contrato com uma agência em Portugal.

Na altura da entrevista, o artista descreveu Angola como um «país em movimento», onde, apesar das «reclamações legítimas», é «excitante» viver e trabalhar.

As pessoas «têm oportunidades que não tinham há algum tempo», mas existem também «exageros naturais de alturas de grande bonança e de entusiasmo para com o futuro», reconheceu o angolano, nascido no Huambo, em 1981, e que viveu em Portugal entre os oito e os vinte anos.

«Há muitas coisas boas de Angola que não são vistas aqui [em Portugal], porque não são consideradas úteis, e isso acaba por ter uma consequência na noção que as pessoas têm do que acontece lá [em Angola]», reflete.