Os Príncipe Discos nasceram oficialmente em 2011, após vários anos a encantarem a Internet e os ouvidos dos seguidores com a “batida”. Com esforço e dedicação, Marfox, Nigga Fox, Niagara, Maboku, Firmeza, Kolt, e et al saltaram dos subúrbios de Lisboa para os clubes noturnos de todo o mundo.

A «batida» “é a palavra usada para descrever o batimento do coração, após ter sofrido um acidente de carro” - diz Marfox ao theguardian.


A metáfora não podia ser melhor, já que a música criada por estes jovens é uma autêntica colisão de géneros que vão desde o kuduro, funaná e kizomba, à tarraxinha com house e techno, que é uma particularidade dos bairros mais pobres de Lisboa.

Apesar das comparações com o grime londrino, a “batida” nasce a partir de uma Lisboa multicultural que cruza ritmos africanos e europeus. Este novo estilo tem sido uma receita para o sucesso.  



 
Durante o ano passado, a procura pelos DJ`s aumentou, não só no Reino Unido mas também na Europa, África e América Latina. Nigga Fox deu música no Sonar de Barcelona e no festival polaco  Unsound festival. Já Marlon tem aparecido em eventos em Berlim, Nova York e Rio de Janeiro.
 

"Juntos chegámos a lugares que nunca tinhamos sonhado", afirma Marlon Silva (DJ Marfox) 


De há dois anos para cá, os Príncipe Discos marcam presença uma vez por mês no espaço Musicbox, revolucionado assim a noite lisboeta. O grupo é um fenómeno que inspira jovens dos bairros mais pobres de Lisboa a deixarem a sua marca no mundo através da música.