A «batida» “é a palavra usada para descrever o batimento do coração, após ter sofrido um acidente de carro” - diz Marfox ao theguardian.

A metáfora não podia ser melhor, já que a música criada por estes jovens é uma autêntica colisão de géneros que vão desde o kuduro, funaná e kizomba, à tarraxinha com house e techno, que é uma particularidade dos bairros mais pobres de Lisboa.

Apesar das comparações com o grime londrino, a “batida” nasce a partir de uma Lisboa multicultural que cruza ritmos africanos e europeus. Este novo estilo tem sido uma receita para o sucesso.  

 

Durante o ano passado, a procura pelos DJ`s aumentou, não só no Reino Unido mas também na Europa, África e América Latina. Nigga Fox deu música no Sonar de Barcelona e no festival polaco  Unsound festival. Já Marlon tem aparecido em eventos em Berlim, Nova York e Rio de Janeiro.

 

"Juntos chegámos a lugares que nunca tinhamos sonhado", afirma Marlon Silva (DJ Marfox) 

De há dois anos para cá, os Príncipe Discos marcam presença uma vez por mês no espaço Musicbox, revolucionado assim a noite lisboeta. O grupo é um fenómeno que inspira jovens dos bairros mais pobres de Lisboa a deixarem a sua marca no mundo através da música.