Cerca de 90 mil pessoas lotaram por completo o recinto do Parque da Bela Vista, naquele que foi o último dia da terceira edição do Rock in Rio Lisboa. O maior momento do quinto dia do festival teve como protagonistas os cabeças-de-cartaz Linkin Park.

A banda norte-americana tinha à sua espera uma legião de fãs e fez de tudo para ninguém sair insatisfeito do recinto. Mike Shinoda e o seu piano introduziram «What I've Done», naquele que foi um arranque a todo o gás. Através de dois comunicadores natos como Mike Shinoda e Chester, os Linkin Park elogiaram o comportamento do público português classificando-o de «fantástico». Este foi, de resto, um espectáculo dentro de outro espectáculo. A multidão saltou e cantou em coro cada letra da banda da Califórnia numa demonstração de lealdade tremenda.

A banda regressou a Portugal um ano depois de ter actuado no Festival Optimus Alive e trouxe consigo quase todos os seus clássicos que foi soltando aos poucos, com maior ênfase perante aproximar do final do concerto. «Somewhere I Belong» foi um dos grandes momentos do espectáculo, ouvindo-se o refrão em uníssono desde a frente do palco até à tenda vip.

Com uma bandeira de Portugal ao piano, Mike Shinoda assumiu em diversas ocasiões o papel principal no palco. Sempre com uma disposição fantástica subiu por duas vezes o gradeamento para cantar junto aos fãs, o que provocou a êxtase e a confusão nas primeiras filas do público.

Depois veio o hit «Numb» colocando definitivamente o recinto em apoteose. Braços no ar, gargantas em esforço, tudo parecia valer para demonstrar o contentamento por aquele momento tão especial.

Seguiram-se «Crawling», com a introdução do álbum Reanimation, e «In the End», duas das principais imagens de marca de Hybrid Theory, o álbum de maior sucesso dos Linkin Park.

Antes de terminar a actuação, a banda passou ainda em revista os temas «Pushing Me Away», «Breaking the Habit», «A Place for My Head» e «One Step Closer».

Não parecia haver melhor final do que este para um festival que levou milhares de pessoas à Bela Vista. Rostos cansados, mas felizes pelo espectáculo que lhes foi proporcionado.

Offspring fizeram suar os fãs

A actuação dos The Offspring no Palco Mundo foi como que uma visita histórica a todos os clássicos eternos que a banda de punk rock já ofereceu ao mundo. Ixnay on The Hombre, Smash e Americana foram os álbuns revisitados pela banda durante o concerto no Rock in Rio.

Sempre a abrir, com o ritmo elevado que lhes é característico, Dexter, Noodles e companhia colocaram em movimento a multidão que tinham à sua frente.

Temas com «All I Want», «Bad Habit», «Come Out and Play» e «Have you Ever» fizeram a delícia dos fãs dos Offspring, que se estendem por diferentes gerações.

A banda teve tempo ainda para apresentar alguns temas do novo álbum «Rise and Fall, Rage and Grace», que vai ser editado a 16 de Junho. «Hammerhead» e «You're Gonna Go Far, Kid» foram dois dois novos temas que foram experimentados ao vivo.

Tempo ainda para um momento único. «Self Esteem» uniu vozes, ritmo e a mistura foi explosiva. O principal hit do álbum Smash foi um momento arrepiante para todas as pessoas no recinto. «Fantástico», soltava um fã na casa dos trinta anos. «Deviam voltar em 2010», perspectivava outro mais novo.

Rock in Rio Lisboa 2010 confirmado

Os números não enganam perante o sucesso que o festival voltou a fazer. Só no último dia estiveram presentes 90 mil pessoas, o que perfaz o número redondo de 354 mil durante os cinco dias em que o festival decorreu. De ressalvar ainda que foram angariados 562 mil euros para o projecto social.

O Rock in Rio está de volta a Lisboa em 2010, numa altura em que se pondera alargar o festival outros países da Europa, à semelhança de Espanha, com o Rock in Rio Madrid, que tem início já no final de Junho.