O tribunal de Saransk, na Rússia, recusou o pedido de liberdade condicional de Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina, as duas elementos das Pussy Riot que continuam presas por terem feito um protesto dentro de uma catedral em Moscovo, em 2012.

Segundo a BBC News, o tribunal russo negou os pedidos das reclusas, justificando a decisão por entender que as duas mulheres não estão arrependidas dos seus atos.

Condenadas em agosto de 2012 a 24 meses de prisão, Nadezhda e Maria deverão ter assim de cumprir a totalidade das penas, que se estendem durante mais um ano.

As duas Pussy Riot foram condenadas por «vandalismo» e «incitação ao ódio religioso» depois de terem participado num concerto-protesto dentro de uma das maiores catedrais de Moscovo, em fevereiro de 2012.

Na altura, as Pussy Riot insurgiram-se contra o apoio declarado do bispo ortodoxo Kirill à reeleição do presidente Vladimir Putin.

A detenção, julgamento e posterior condenação de Nadezhda e Maria foram criticados por várias figuras do mundo da música, como Madonna, Paul McCartney ou os Red Hot Chili Peppers, para além de personalidades como Julian Assange e Aung San Suu Kyi.