A família de Michael Jackson quer uma indemnização de 290 milhões de dólares (cerca de 214 milhões de euros) por parte da AEG, a promotora a quem atribui a responsabilidade pela morte do cantor em 2009.

Segundo a BBC News, a primeira sessão de alegações finais do julgamento que opõe a família Jackson e a AEG aconteceu na terça-feira, em Los Angeles, e a acusação anunciou pela primeira vez o valor que procura receber por danos morais.

O advogado dos Jackson, Brian Panish, pediu, junto do júri, uma indemnização de cerca de 26 milhões de euros para a mãe do cantor, Katherine, e de cerca de 63 milhões de euros para cada um dos três filhos de Michael Jackson.

Nas alegações finais, a acusação descreveu os responsáveis da promotora dos concertos de Michael Jackson em Londres como «mercenários», apontando-lhes toda a responsabilidade na contratação de Conrad Murray, o médico que em 2011 foi condenado a quatro anos de prisão pelo homicídio involuntário do «rei da pop».

Panish insistiu que a AEG não investigou suficientemente as capacidades do médico que administrou doses letais do analgésico propofol no cantor.

Por sua vez, a promotora, que terá direito às alegações finais esta quarta-feira, tem defendido ao longo do julgamento que não teve qualquer culpa pelo facto de Murray ter cedido aos pedidos do cantor - ele próprio viciado em analgésicos.

Sem especificar valores exatos, o advogado da família Jackson exigiu ainda uma compensação monetária para além dos danos morais. Brian Panish lembrou que, segundo o testemunho de alguns peritos chamados a depor pela acusação, Michael Jackson teria faturado mais de 740 milhões de euros desde 2009, com novos discos, novos concertos e novos contratos publicitários.

A decisão do júri, composto por 12 pessoas, não necessita obrigatoriamente de ser unânime, desde que nove dos jurados estejam de acordo com o veredicto. Caso considerem que a AEG foi responsável pela morte de Michael Jackson, o juiz decidirá o valor final da indemnização.