Hillary Clinton teve uma participação especial, e inesperada, na 60ª cerimónia dos Grammy Awards, deste domingo. Surgiu como parte de uma paródia a Donald Trump, a ler um excerto do livro Fire and Fury, junto de outras celebridades.

Como tem vindo a acontecer em cerimónias semelhantes, os Grammys deste ano focaram-se, não só, na entrega de prémios, mas também em questões políticas. Desta vez foi Hillary a protagonista, juntamente com John Legend, Cher, Snoop Dogg, Cardi B e DJ Khaled.

A candidata que perdeu as últimas eleições presidenciais americanas participou no vídeo humorístico de James Corden, o apresentador da cerimónia, que pretendia simular uma audição para o prémio de melhor álbum de spoken word de 2019. Hillary foi a escolhida como vencedora.

“Ele tinha medo de ser envenenado. Esta é uma das razões por que gostava de comer no McDonald’s. Ninguém sabia que era ele e, por isso, a comida era preparada em segurança”, foi o excerto escolhido para Hillary ler.

 

Se, por um lado, os presentes na cerimónia aplaudiram o momento, por outro, houve quem ficasse descontente com a brincadeira do humorista e das várias personalidades.

O filho mais velho de Donald Trump condenou o sketch humorístico, atacando diretamente Hillary Clinton – “poder ler um excerto de um livro falso nos Grammys parece ser um bom prémio de consolação para quem perde as eleições presidenciais”.

 

 

Também Nikki Haley, Embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, rapidamente reagiu – “eu sempre gostei de assistir aos Grammys, mas o facto de ter artistas a ler o livro Fire and Fury estragou tudo. Alguns de nós gostam de música sem envolver a política”.

 De acordo com a BBC, Fire and Fury: Inside the Trump White House, de Michael Wolff, já vendeu quase dois milhões de cópias. Esteve em primeiro lugar na lista dos livros mais bem vendidos da Amazon durante quase todo o mês de janeiro, continuando ainda a dar que falar.