O pianista de jazz Cecil Taylor morreu na quinta-feira à noite, aos 89 anos. A notícia foi confirmada pela rádio pública norte-americana NPR, que adianta que o músico morreu na sua casa em Brooklyn, Nova Iorque.

Nascido em Queens, Nova Iorque, em 1929, Cecil Taylor é considerado uma figura incontornável na revolução do jazz e no aparecimento do chamado free jazz.

Filho único de uma família da classe média, começou a tocar piano com apenas seis anos de idade. Contou que, nessa altura, a mãe o obrigava a praticar seis vezes por semana.

Depois foi estudar para o Colégio de Música de Nova Iorque e mais tarde para o Conservatório de New England, onde se debruçou sobre o trabalho de Stravinsky, Bartok e Elliott Carter.

Cecil Taylor ficou conhecido pelas maratonas de improvisações que fazia nas suas atuações ao vivo.

Na década de 60, chegou ao estatudo de grande nome do jazz, ao lado de figuras tão virtuosas como Ornette Colemon, John Coltrane e Albert Ayler.

O especialista na história do jazz Ted Gioia considerou-o “um dos grandes inovadores da música moderna, uma das raras figuras que simplesmente não pode ser substituída, nem esquecida”.

O crítico de música da New Yorker Alex Ross descreveu-o como “uma das maiores, mais originais e sublimes figuras da recente história da música”.