Os atentados em França, desta sexta-feira, já geraram várias reações, mas nenhuma como esta. Foi noticiado internacionalmente e milhares de pessoas emocionaram-se com o momento em que um pianista tocou "Imagine", de John Lennon, no local do massacre, em Paris. Agora, Davide Martello revelou o que o motivou a deslocar-se 644 quilómetros para homenagear as vítimas dos ataques.

O músico, de 34 anos, estava num bar, na Alemanha, quando teve conhecimento dos atentados terroristas, em Paris. Mas, em vez de ficar sentado a assistir, considerou que poderia dar algum consolo aos parisienses.

Pegou então na bicicleta e no piano portátil e abandonou a cidade alemã de Constança, percorrendo 644 quilómetros, para homenagear as vítimas e as famílias de luto.
 

“Telefonei a um amigo meu para falar sobre o assunto. Metemo-nos no carro e conduzimos durante a noite toda. Soube apenas que tinha de fazer qualquer coisa. Eu queria estar lá para tentar confortar as pessoas e oferecer um sinal de esperança”, contou, ao The Guardian.

“Não posso trazer as pessoas de volta, mas posso inspirá-las com a música e quando as pessoas estão inspiradas conseguem fazer tudo. Foi por isso que toquei ‘Imagine’”.


Vários vídeos do momento emotivo já estão a circular pela Internet, mostrando o pianista a tocar para centenas de pessoas, presentes no local para prestar homenagem às vítimas.




De acordo com o Independent, esta não é a primeira vez que Davide Martello faz algo deste género. Em janeiro, o pianista tocou no local dos atentados de Charlie Hebdo e também em Istambul. Para além disto, costuma viajar com a sua bicicleta e piano portátil para zonas de guerra, sob o pseudónimo Klavierkunst.

Muitos fãs do músico já agradeceram a performance, no site oficial do pianista.
 

“Ter tocado ‘Imagine’ em Paris foi uma das coisas mais bonitas de sempre. Obrigada”, pode ler-se num comentário.

“Obrigado por ter criado luz onde havia apenas trevas, com a sua música. Não consigo encontrar palavras para expressar o meu respeito”, diz noutro.

“Obrigada por apoiar Paris e inspirar o mundo inteiro, durante um período tão difícil”.