Concertos às escuras, dentro de uma antiga piscina, numa igreja ou no coliseu, com artistas em estreia nacional, outros de regresso a palcos portugueses, fazem o festival Vodafone Mexefest, hoje e no sábado, em Lisboa.

O festival, que obriga o espectador a criar percursos de concertos, no eixo Avenida da Liberdade-Baixa, terá atuações simultâneas, desde o início da noite até de madrugada, contando com mais de uma dezena de espaços e mais de 50 artistas.

Nesta edição são esperados, entre outros, Benjamin Clementine, Ariel Pink, Patrick Watson, Ducktails, Peaches, o francês Nicolas Godin (uma das metades dos Air) e a norte-americana Akua Naru. A eles junta-se ainda uma grande dose de música portuguesa, por exemplo, com o guitarrista Tó Trips, os They're Heading West, os Best Youth, os Beautify Junkyards, os Flamingos, a cantora Márcia, os Glockenwise e a artista Da Chick.

Há ainda vários nomes do Brasil, com os Do Amor, as artistas Mahmundi e Karol Conka e a dupla de DJ Tropkillaz.

Do cartaz, destaque para a experiência que o festival propõe para uma das salas do cinema são Jorge: Concertos às escuras, em que o público apenas conseguirá ouvir o que se passa em palco, por onde vão passar Akua Naru, o músico brasileiro Castello Branco, o português Benjamim e o guitarrista nigerino Bombino.

Entre os locais escolhidos para os concertos estão os já habituais cinema São Jorge, Sociedade Portuguesa de Geografia, Coliseu dos Recreios, Igreja de São Luís dos Franceses e Casa do Alentejo, aos quais se juntam o teatro Tivoli e o Tanque, uma antiga piscina do Atneu Comercial de Lisboa, convertida numa sala de espectáculos.

O festival contará ainda com um mercado de música independente, que reunirá mais de duas dezenas de editoras portuguesas independentes no Picadeiro Real, do Museu Nacional de História Natural e da Ciência.

O bilhete para o Mexefest é um passe único que deverá ser trocado por uma pulseira, que dá acesso a todos os concertos, mediante a capacidade da sala.