A organização do festival de Vilar de Mouros, em Caminha, vai anunciar a 10 de setembro o primeiro cabeça-de-cartaz do evento que se realiza em julho e agosto de 2014, após oito anos de interregno.

A garantia foi avançada esta segunda-feira à agência Lusa pela instituição particular de solidariedade social (IPSS) responsável pela organização do festival, no novo modelo agora definido em conjunto com a Câmara de Caminha e a Junta de Freguesia de Vilar de Mouros.

«A 10 de setembro, vamos revelar a abertura do festival e será um nome muito grande», afirmou à Lusa o presidente da Associação dos Amigos dos Autistas (AMA), uma IPSS de Viana do Castelo que até 2017 assumirá esta organização.

Ainda segundo Marco Reis, o interesse no festival, desde que foi revelado o seu ressurgimento em julho passado, já se faz sentir também ao nível dos patrocinadores.

«Já temos seis interessados em serem patrocinador principal do festival, o que atesta a importância do Vilar de Mouros. É por isso que temos o objetivo de ter o melhor festival nacional de 2014», afirmou.

A próxima edição realizar-se-á entre 31 julho e 3 de agosto, mas a organização ainda admite, nos próximos dias, realizar «pequenos acertos» nestas datas.

O regresso deste festival prevê, explicaram os novos organizadores, «uma ampla seleção de artistas nacionais e internacionais», seguindo uma linha artística «que se distinguirá pela variedade de estilos musicais e pela aposta em novas bandas».

Os nomes que vão integrar o cartaz serão apresentados em festas temáticas um pouco por todo o país e em Espanha, «para desvendar a dinâmica do festival», garante a organização.

Para além «de um forte e variado cartaz musical», o renovado «Woodstock português» contará em 2014 com atividades paralelas, como teatro, artesanato, animação ou gastronomia, entre outras.

O primeiro festival de Vilar de Mouros realizou-se em 1971 e contou com a presença de Elton John e Manfred Mann, mas o segundo só aconteceu em 1982, com U2, The Stranglers e Echo & the Bunnymen, entre outros.

Depois de novo interregno - a terceira edição só se realizou em 1996 -, a música fez-se ouvir naquela aldeia, consecutivamente, entre 1999 e 2006.

No verão de 2007, a um mês da sua realização, o festival foi cancelado por decisão da Junta de Freguesia e da promotora PortoEventos, após dificuldades de entendimento entre os vários parceiros envolvidos na organização.