A chuva apareceu sem convite, mas não demoveu uns bons milhares de «enlouquecer» com os sons vibrantes de DJ Skrillex, que usou múltiplos efeitos especiais para arrasar no dilúvio do Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia.

Os James, que também foram estrelas esta noite, tardavam a agarrar o público ¿ a primeira parte do seu concerto foi com o seu último álbum «La Petite Mort» ¿ e só o levou ao grande entusiasmo quando recuperou os seus vários «clássicos», de braço dado com a chuva, que não mais parou.

No fim de James, muitos foram os que procuraram abrigo, mas não menos os que regressaram ao palco principal, surpreendidos pelo poder magnético do estreante DJ de Los Angeles, que deu intensidade à noite com uma mistura de electro com «dubstep».

Foram cerca de duas horas de uma corrente ininterrupta, com o próprio DJ a causar sensação, pela sua incansável energia, ele mesmo em permanente dança enquanto surpreendia com as misturas.

O palco do Marés Vivas transformou-se numa nave espacial para dar corpo a uma das mais emblemáticas atuações dos últimos anos, com luzes, vídeos, fumos e diversos outros efeitos especiais, o melhor complemento a uma música «explosiva».

«Nunca vi energia assim. Já tinha ouvido falar do Skrillex, mas isto supera qualquer expectativa. Faz-nos entrar em transe. Não conseguia parar de dançar. E não bebi nem fumei nada de ilegal», Manuel Magalhães, um «quarentão vivido» de Vila das Aves.

Musicalmente, os James eram de uma galáxia distante: entraram mansinho, mas cativaram no fim, predispondo o público para uma chuva que causou «estragos», já que no fim do seu concerto muitos foram os que abandonaram o recinto, certamente sem saber muito bem o que iam perder a seguir.

«Sit Down», «Say Something», «Born of Frustration», «Laid» ou «Sometimes» foram temas amplamente cantados pela plateia, sendo que Tim Booth se predispôs, diversas vezes, a «rolar» em cima do público.

«Viemos da Guarda para estas duas ultimas noites do festival. É a primeira vez que venho ao festival. Nem a chuva atenua o meu entusiasmo. Eu e o meu marido já combinamos voltar para o ano», disse Elisa Dias.

James Arthur, o vencedor do «The X Factor», também cativou, sobretudo o público feminino, que entoou muitas das músicas, nomeadamente o single «Impossible».

Os portugueses Clã não tiveram «Problemas de Expressão», trazendo na bagagem o disco novo «Corrente» e a inesperada voz de Ana Moura.

A noite é agora animada até às 06:00 por DJ João Dinis FT McAngelo B e Ratusfari.

Na última noite do Marés Vivas, sábado, as atenções estão concentradas nos Portished e Joss Stone.