A banda norte-americana Black Lips «arrecadou os louros» no que diz respeito à terceira noite do Festival de Paredes de Coura, que terminou às primeiras horas de hoje.

Durante mais de uma hora, os atuais herdeiros do garage e punk-rock fizeram desfilar uma série considerável de temas devidamente acompanhados, em coro, por milhares de fãs, que lotaram o recinto situado junto à praia fluvial do Taboão, na vila minhota.

Desde os «singles» do mais recente trabalho, «Underneath the Rainbow», como «Boys in the Wood» e «Justice After All», a «O Katrina!» e «Bad Kids», tema com que acabaram o concerto, todo ele acompanhado por sessões de «moche» e de «crowdsurfing» por uma multidão entusiasmada.

O palco principal «encerrou» com a atuação dos australianos Cut Copy, com sonoridades da eletrónica e muito dançáveis, algo que a audiência acolheu com simpatia, mas sem o frenesim do concerto anterior.

O terceiro dia do festival minhoto comprovou o cariz alternativo das propostas apresentadas, todas bem acolhidas pela enchente de público que tem marcado esta 21.ª edição, nomeadamente Yuck, Buke & Gase e os portugueses Linda Martini e Killimanjaro.

Em plena estreia nos palcos portugueses, os nova-iorquinos Perfect Pussy atuaram pouco mais de meia-hora, o que podia ter parecido estranho, mas a banda norte-americana tem apenas um álbum editado: «Say Yes To Love», do presente ano.

James Blake e Beirut encerram hoje o Festival

A 21.ª edição do Festival de Paredes de Coura encerra hoje com a atuação do britânico James Blake e dos norte-americanos Beirut, que levam aos palcos na praia fluvial do Taboão propostas que vão da eletrónica ao folk-rock.

O segundo álbum de originais de James Blake - «Overgrown» -venceu o «Mercury Prize» em 2013, prémio que distingue o melhor álbum inglês, mas o seu talento já havia sido identificado com o primeiro trabalho, homónimo, de 2011, ao qual a crítica especializada se refere como reinvenção do dubstep e R&B.

Imediatamente antes (23:15), no mesmo palco, Zach Gondon, mentor do Beirut, encontrar-se-á com uma audiência num projeto que ganhou notoriedade nos espaços mais alternativos, desde 2006, com o disco «Gulag Orkestar».

«The Rip Tide», a última criação, data de 2011 e mantém a inspiração sonora do Balcãs e centro da Europa na capacidade musical de Gondon, que a deverá resumir nas paisagens de Coura.

O surf, pop e country dos The Growlers (21:20) e o «lo-fi» de Kurt Vile (19:40) conduzirão a plateia por sonoridades rock psicadélicas, que fazem a ponte entre as décadas de 60/70 e a atualidade.

Hamilton Leithauser (20:30), The Dodos (19:00), Goat (22:30), e os portugueses Sensible Soccers (18:30) e Sequin (18:00) completam o último dia do festival minhoto, nos seus vários palcos.