O cartaz do Festival de Fado de Alfama, que acontece nos dias 19 e 20 de setembro em dez palcos instalados naquele bairro lisboeta, apresenta mais de 40 nomes, entre fadistas e músicos.

Os fadistas Maria da Fé, Vicente da Câmara e Aldina Duarte, o pianista Júlio Resende, os guitarristas José Manuel Neto e Mário Pacheco foram os últimos nomes anunciados pela organização, que garantiu que «o cartaz está fechado».

O Festival «Aqui Mora o Fado» acontece em 10 palcos espalhados pelo bairro lisboeta de Alfama, entre eles, dois no Museu do Fado (no auditório e no restaurante), e ainda, no Grupo Sportivo Adicense, no Centro Cultural Dr. Magalhães de Lima, no largo das Alcaçarias, na Sociedade Boa União e nas igrejas de S. Miguel e St.º Estevão.

A edição deste ano inclui uma homenagem, no dia 20 de setembro, a Fernando Maurício, falecido em 2003, por «seis fadistas da corrente mauriciana num espetáculo apresentado por Tony Loretti», segundo a mesma fonte.

O lote de seis «mauricianos» é composto por Fernando Jorge, vencedor da Grande Noite do Fado, em 1983, Jaime Dias, que venceu a Grande Noite do Fado em 1991, Conceição Ferreira, Vítor Miranda, Ana Maurício, sobrinha do fadista e vencedora por duas vezes da Grande Noite do Fado, e Luís Duarte, de 20 anos.

Amália Rodrigues, falecida há cerca de 15 anos, é também homenageada com a atribuição do seu nome ao palco instalado na Fonte do Poeta, onde no dia 19 de setembro atuam Lenita Gentil, criadora, entre outros êxitos, de «Preciso de espaço», que se estreia no certame, e Ana Laíns que irá apresentar o próximo álbum, o terceiro da sua carreira.

No dia 20, sobem ao Palco Amália Cuca Roseta e Marco Rodrigues, que apresentarão os seus mais recentes álbuns, respetivamente «Raiz», e «EntreTanto».

Um dos palcos é dedicado aos novos talentos, no qual atuarão Diana Vilarinho, José Luís Geadas, Mara Pedro, Bárbara Santos, Joana vales, Kiko, Luís Rodrigues e Tiago Correia.

O músico, produtor discográfico e compositor Diogo Clemente apresenta nesta edição os projetos «Urbanas» e «Urbanos».

«O conceito dos dois espetáculos, um no feminino, outro no masculino, é romper com os estereótipos que se relacionam com o fado e mostrar que há fado independentemente de simbolismos como um xaile preto, uns brincos ou um sentimento triste», explicou Diogo Clemente.

Neste projeto participam fadistas ao lado de profissionais de outras áreas como uma universitária de medicina, uma atleta, um arquiteto, um operário da reparação naval, entre outros.

As «urbanas» e os «urbanos» são Vanessa Alves Tânia Oleiro, Sara Correia, Maria Emília Reis, Teresinha Landeiro, Rodrigo Rebelo de Andrade, Diogo Rocha, Peu Madureira, José Maria Souto de Moura e Bruno Fonseca, acompanhados à guitarra portuguesa por Ângelo Freire, que também canta, e Diogo Clemente à viola.

O repertório «é apenas [composto por] melodias de fados tradicionais com letras já conhecidas e outras inéditas», acrescentou o músico.

Do cartaz desta segunda edição faz parte a vocalista dos Deolinda, Ana Bacalhau, que atua no dia 19 de setembro, «num formato singular e especificamente fadista, [em que] selecionará e reinventará alguns fados tradicionais, que ganharão outro corpo, outra vida», segundo a organização.

Uma das estreias do Festival é a de Frei Hermano da Câmara, de 80 anos, distinguido este ano com o Prémio Amália Rodrigues Carreira, e que atua no dia 20, e ainda as de Anita Guerreiro, Maria Armanda, Maria da Nazaré e Gonçalo Salgueiro, fadista distinguido em 2012 com o Prémio Tributo Amália Rodrigues.

Ana Moura e António Zambujo, que atuam juntos, Carminho, Katia Guerreiro, Ricardo Ribeiro, Pedro Moutinho, Carmo Moniz Pereira, Cláudia Picado, Gisela João, Filipa Cardoso, Jorge Fernando, Maria Ana Bobone, José Gonçalez, Ana Maria e Sara Correia são outras confirmações do Festival Caixa Alfama.

O ano passado, segundo dados da organização, o Festival contou com 10.000 espetadores.