O Optimus Alive acontece a partir desta sexta-feira até domingo, no Passeio Marítimo de Algés. Segundo Álvaro Covões, diretor-geral da promotora Everything Is New, o festival conta este ano com um orçamento geral de 5,5 milhões de euros. A fatia dedicada à contratação das bandas «é forte».

Green Day, Depeche Mode e Kings of Leon são os nomes maiores de um festival que tem como slogan «o melhor cartaz, sempre». Para o público português e não só.

«Nós posicionamos o Optimus Alive como um dos principais festivais que se realizam na Europa e no mundo. E para isso temos de ter [um bom] orçamento, temos de se arrojados. Portanto, nós não nos encolhemos», afirma Álvaro Covões à tvi24.pt, destacando «a responsabilidade» da recente nomeação para os European Festival Awards.

Optimus Alive: já sabe o que vai querer ver e a que horas?

Para além dos cabeças-de-cartaz do Alive, Covões destaca as presenças no festival de artistas como os Tame Impala, Disclosure, Vampire Weekend, Alt-J e Phoenix. «Não é um cartaz que agrade somente aos portugueses. Agrada muito a um público internacional porque estamos na crista da onda. Temos tudo o que é mais fresco, mais moderno», defende.

Desde a primeira edição, em 2007, o Alive tem recebido a visita de muitos festivaleiros estrangeiros. No ano passado, foram 17 mil pessoas de 54 nacionalidades diferentes que passaram pelo recinto montado em Algés, à beira do rio Tejo.

Alive: um festival urbano para trazer turistas à Grande Lisboa

O líder da Everything Is New rejeita a ideia de que existe concorrência direta entre o seu festival e o Super Bock Super Rock (a realizar na próxima semana) ou o MEO Sudoeste (em agosto). A diferença? A localização dos eventos dentro ou fora dos centros urbanos.

«Às vezes faz-se uma confusão e metem-se todos os festivais no mesmo pacote quando há características que dividem duas tipologias de festivais - os festivais urbanos e os festivais mais ligados ao turismo de natureza», explica.

«Quem vem ao Optimus Alive, durante o dia pode ir para a praia, pode ir surfar, pode ir ver o nosso património da região da Grande Lisboa. À tarde vai para o festival e, depois, ainda pode continuar na noite de Lisboa. Isso é uma mais-valia. O mesmo não acontece com outros festivais, esses ficam mais reduzidos, quanto muito à praia e à música, não têm mais nada para oferecer», aponta Covões.

Dos festivais durante todo o ano aos projetos fora da música

Ora, «praia e música» é precisamente o trunfo apresentado pela Música no Coração nos festivais que realizará no Meco e na Zambujeira do Mar. O primeiro, o Super Bock Super Rock, terá a sua quarta edição consecutiva fora de uma zona urbana.

«O Super Bock Super Rock é um festival camaleão - já teve muitos formatos. E houve um momento em que nós achámos que estava na altura de ter um diferente formato», defende Jwana Godinho, da Música no Coração.

«Há muitas pessoas que vêm de fora e queriam que a componente de campismo fosse aumentada. (...) Que melhor conjugação pode haver do que as pessoas estarem na praia e depois irem ouvir música? E o Meco tem outra grande vantagem: se uma pessoa quiser ir e voltar de Lisboa todos os dias também o pode fazer.»

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