O historiador Vítor Pavão dos Santos vai receber este ano o Prémio Amália, instituído pela Fundação Amália Rodrigues, disse à Lusa fonte do júri, que destacou o papel do investigador na divulgação da carreira da fadista.

Na atribuição do prémio, que vai ser entregue a 06 de outubro, no Teatro Municipal de S. Luiz, em Lisboa, o júri destaca o “extraordinário papel” do antigo diretor do Museu do Teatro na divulgação da carreira de Amália, tendo sido o seu primeiro biógrafo.

A Amália Rodrigues o autor “devotou toda a sua admiração” e colocou “grande empenho” pessoal e profissional na divulgação da carreira da fadista, justificou também o júri.

A Fundação Amália Rodrigues decidiu este ano, pela primeira vez, distinguir apenas uma personalidade ou entidade com o Prémio Amália, que passa a ter uma nova identidade.

"Este único prémio será entregue a uma personalidade ou entidade, nacional ou internacional, que tenha desenvolvido ou esteja a desenvolver, um trabalho ímpar na área cultural e artística", disse à Lusa Paulo Valentim, da Fundação Amália Rodrigues, na altura da decisão, em maio passado.


Com esta medida o conselho de administração da Fundação Amália decidiu extinguir todas as categorias dos Prémios Amália Rodrigues, que existiam desde 2005, e atribuir apenas um prémio que “represente a dimensão única da Amália, que era uma mulher do mundo”, acrescentou o responsável.

Os Prémios Amália foram criados em 2005, pela Fundação Amália Rodrigues, instituída por vontade testamentária da fadista, falecida em outubro de 1999. Os galardões tinham como objetivo distinguir anualmente artistas de grande valor, reconhecendo e estimulando novos talentos.

A propósito da decisão explicou ainda Paulo Valentim: Sob o renovado nome de “Prémio Amália”, o galardão é atribuído "a alguém que faça algo novo ou de muito valor".


Além de duas biografias da fadista, Vítor Pavão dos Santos publicou o livro “O Fado da Tua Voz – Amália e os Poetas” e outro sobre a história do teatro de revista (“Revista à Portuguesa”).

Licenciado em História, Vítor Pavão dos Santos é ainda investigador e desenhador teatral, tendo fundado e dirigido o Museu do Teatro durante quase duas décadas. Foi sempre um admirador confesso de Amália Rodrigues.

O júri integrou Elísio Summavielle, ex-secretário de Estado da Cultura, a cantora Simone de Oliveira, os fadistas Rodrigo e Maria Amélia Proença, e o jornalista Nuno Lopes, da agência Lusa.