Os escoceses Chvrches encerram este sábado o palco principal do Vodafone Paredes de Coura, o festival onde já tinham estado há dois anos.

Antes do espetáculo, a banda formada por Lauren Mayberry, Martin Doherty e Iain Cook esteve à conversa com a TVI24 para falar sobre o regresso a Portugal, a tour do último álbum e os planos para o futuro.

 

TVI24: Já estiveram aqui há dois anos, tocaram antes de Franz Ferdinand. Sabe bem estar de volta?

Lauren: Estávamos ansiosos por voltar, divertimo-nos muito da última vez que estivemos aqui. É um lugar bonito e os concertos são bons, há muitas bandas de vários géneros e é muito bom fazer parte disso tudo. Além disso, desta vez temos muito mais material [músicas] e os nossos concertos estão mais ‘desenvolvidos’ do que há dois anos, por isso é bom voltar aos mesmos sítios.

Têm boas memórias do último concerto?

Martin: Lembro-me que havia muitas pessoas. É sempre bom chegar a um sítio novo, onde não tens perceção sobre a tua popularidade, e depois ver tantas pessoas.

Acham que agora que têm mais um álbum vai ser ainda melhor?

Martin: Talvez consigas responder a isso melhor depois do concerto (risos). Espero que seja uma boa surpresa para nós.

São a última banda do palco principal, isso coloca uma pressão extra? Há alguma surpresa preparada?

Martin: Não provoca pressão, provoca excitação. Estamos contentes por fechar o festival. Estar aqui é um privilégio e vamos esforçar-nos para dar um bom espetáculo, com muita energia. Vamos tentar colocar toda a gente a saltar.

Lauren: Exatamente!

Sobre o vosso trabalho. Trazem convosco o último álbum – “Every Open Eye” – como tem sido a tour? Está a ser bem recebido?

Iain: Sim, fomos surpreendidos pela positiva ao ver que depois da tour do nosso primeiro álbum havia ainda mais pessoas ansiosas por nos ver ao vivo. Em pouco tempo as pessoas já conheciam e cantavam as músicas novas, até melhor que as antigas. Parece que os fãs as acolheram nos seus corações e isso provoca um sentimento muito bom.

Acham que os concertos e mais anos de experiência podem ter tido influência nesse resultado?

Iain: O número de concertos que tocámos certamente ajudou. Fizeram-nos crescer como banda. Tocar perante o público também nos influenciou a nível criativo e ajudou a consolidar o tipo de som que fazemos e a identidade da banda. Crescemos muito, sem dúvida.

O que se segue? O que está nos horizontes da banda? Um novo álbum?

Martin: Temos falado sobre isso. Um novo álbum vai definitivamente acontecer, só ainda não sabemos quando. Ainda não nos começámos a focar na escrita a sério, estamos ocupados com vídeos e outros projetos criativos. Ainda não sabemos, mas vamos começar a focar-nos mais nisso talvez no próximo ano.

E querem manter a ‘onda’ do último trabalho ou tencionam mudar?

Lauren: Ainda não sabemos nesta altura o que queremos fazer. É bom recolher inspirações de vários sítios, sons, e definitivamente queremos sempre tentar algumas coisas novas, mas não vamos procurar fazer algo completamente diferente. No segundo álbum quisemos mudar, para que ficasse como uma evolução do primeiro. Mas também não queremos ficar sempre iguais, acho que temos de ir avançando um pouco de cada vez.

Iain: É bom que os nossos álbuns tenham aqueles traços que nos identificam, mas estamos prontos para tentar novas ideias, como disse a Lauren. Vamos ver o que nos soa melhor quando nos sentarmos para escrever.