O cantor e compositor francês Charles Aznavour, de 90 anos, edita o álbum “Encores”, composto por inéditos de sua autoria, entre os quais uma homenagem a Edith Piaf e uma recriação de Nina Simone.

Todas as canções do álbum, à exceção de “You’ve got to learn”, foram escritas e compostas por Aznavour, que fez os arranjos para a sua voz, sendo a orquestração de Jean-Pascal Beintus.

A canção “Avec um brin de nostalgie” abre o álbum “Encores”, editado epla Universal Music, composto por 12 temas interpretados num ambiente jazzístico.

“De la Môme à Edith” é a canção de homenagem a Edith Piaf, cantora francesa que morreu em 1963, e com a qual gravou e atuou variadas vezes. A cantora de "La vie en rose" desempenhou um papel fulcral no reconhecimento do jovem cantor de origem arménia, batizado Shahnour Varinag Aznavourian.

Sobre Piaf, canta Aznavour que é “eterna” e “permanece na nossa mente”. O cantor descreve Piaf como “uma rainha sem orgulho, que vestia de negro, como se estivesse de luto por um passado ridículo”.

Outros temas do álbum são “Ma vie sans toi”, T’aimer”, “Les petis pains ai chocolate”, “Et moi je reste là”, “Chez Fanny” e “You’ve got to learn”, do repertório da norte-americana Nina Simone, que viveu em França, e que Aznavour interpreta com o cantor e compositor britânico Benjamin Clementine.

Charles Aznavour, que compôs “Aie mourrir pour toi”, para Amália Rodrigues, com quem partilhou várias vezes o palco, atuou em 2008 em Portugal, ano em que recebeu a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores.

Em 2007 gravou com a cabo-verdiana Mayra Andrade a canção “Je danse avec l’amour”.

Com uma carreira de perto de 70 anos, como cantor, ator e compositor, Aznavour escreveu mais de mil canções em francês, inglês, italiano, espanhol e alemão, e vendeu mais de 100 milhões de discos.

Em 1997, a França reconheceu o seu papel na história da canção francesa, distinguindo-o com o grau de Oficial da Legião de Honra.

Aznavour é embaixador permanente da UNESCO, e o Estado da Arménia concedeu-lhe, em 2008, a nacionalidade arménia. Anteriormente o cantor tinha recebido a Ordem da Pátria, a mais alta condecoração da antiga república soviética e uma das praças da capital tem o seu nome, como recorda a Lusa.