A família de Chris Cornell, encontrado morto num quarto de hotel em Detroit, emitiu um comunicado onde nega as deduções que se fazem em torno da sua morte do músico.

Segundo declarações do advogado de família, sem testes toxicológicos, nada se pode concluir sobre as causas da morte de Cornell. Sabe-se, no entanto, que o músico tomava um comprimido para a ansiedade, Ativan, e que este pode provocar alguns efeitos secundários.

A mulher de Cornell contou que, quando telefonou ao músico depois do concerto, este lhe confessou ter tomado “um ou dois” comprimidos a mais para justificar a forma como estava a enrolar as palavras.

A policia de Detroit encontrou o músico pendurado com uma corda ao pescoço, horas depois do concerto.

O gabinete de medicina legal do condado de Wayne County emitiu um comunicado, que divulgou na página oficial do Facebook: "O médico legista concluiu a autópsia ao músico soa Soundgarden Chris Cornell, de 52 anos, que morreu ontem à noite em Detroit. A causa da morte foi determinada como suicídio por enforcamento. O relatório de uma autópsia mais detalhada ainda não foi concluído. Não há informações adicionais neste momento."

Chris Cornell, que morreu esta quarta-feira, dedicou a sua vida ao grunge, um estilo de rock alternativo que nasceu no final dos anos 80 em Seattle, Estados Unidos. O músico, que nasceu precisamente nesta cidade norte-americana, foi vocalista de bandas que são símbolos deste movimento como os Soundgarden, os Temple of the Dog e mais recentemente os Audioslave.