O segundo disco dos portugueses First Breath After Coma, "Drifter", foi editado na Alemanha, Suíça e Áustria, em mais um passo para a internacionalização da banda de Leiria.

Lançado em Portugal em maio de 2016 e candidato a melhor disco europeu pela IMPALA - Associação de Empresas de Música Independente, "Drifter" tem edição em formato CD e vinil naqueles três países europeus pela PopUp Records.

Roberto Caetano, um dos elementos dos First Breath After Coma, explicou à agência Lusa que a oportunidade surgiu após a atuação no festival Reeperbahn, em Hamburgo.

Podia ter acontecido mais cedo, mas queríamos que o disco saísse próximo de ‘tours'. Agora vamos entrar em ‘tour' pela Alemanha em setembro e fazia sentir lançar. Estamos muito contentes".

A internacionalização dos First Breath After Coma inclui, já na próxima semana, a participação num festival francês, seguindo-se um outro na Suíça, contactos que surgiram após a participação no Eurosonic, na Holanda.

Estamos a ficar bastante contentes, porque temo-nos apercebido de que há mercado para nós lá fora. Há muito pessoal que gosta do nosso trabalho e se identifica com a nossa música", explica o vocalista.

"Foi uma loucura"

Roberto Caetano dá o exemplo de um concerto da banda na Alemanha, no mês de junho: "A tenda que levava quatro mil ou cinco mil pessoas e estava a transbordar. No final, estavam todos a gritar por mais uma... Vendemos o ‘merchandising’ todo, foi uma loucura".

Para os First Breath After Coma, o crescimento tem sido "muito mais rápido" desde que começaram a tocar no estrangeiro.

Gostam da nossa música lá fora. Na Alemanha, os principais blogues pegaram no nosso disco e gostaram. E ‘Salty eyes' [o primeiro single de ‘Drifter'] passa já nas rádios com mais peso no país. Isso é perfeito. Tem sido uma aventura muito fixe e vamos ver se não acaba já", afirma o músico.

Entretanto, a porta aberta pelos First Breath After Coma pode permitir deixar passar outros talentos da nova música portuguesa para o estrangeiro, acrescenta Roberto Caetano.

Estamos a abrir caminho para que outras bandas também o façam. Está meio encaminhado que o primeiro álbum da Surma [também de Leiria], quando sair em outubro, saia também ao mesmo tempo nestes três países e isso é espetacular".