O médico condenado pela morte de Michael Jackson foi libertado na madrugada desta segunda-feira, noticia a BBC News. Conrad Murray não chegou a cumprir dois anos completos de prisão, menos de metade da pena de quatro anos pelo homicídio involuntário do cantor norte-americano, em 2009.

Desde a leitura da sentença, em novembro de 2011, que Murray esteve preso numa penitenciária de Los Angeles, em vez de cumprir a sua pena num estabelecimento prisional de alta segurança.

Uma alteração às leis prisionais na Califórnia, para reduzir a sobrelotação das prisões, assim o permitiu, por não ter sido condenado por um crime violento - a mesma razão pela qual a sua pena foi agora reduzida.

No entanto, a advogada de Conrad Murray disse à ABC News que o seu cliente não foi alvo de qualquer tipo de tratamento preferencial enquanto esteve preso. «Na verdade, teve muito menos privilégios do que a maioria dos presos por causa da sua notoriedade», explicou Valerie Wass.

Para além da pena de prisão por ter administrado doses letais do analgésico propofol a Michael Jackson, Murray viu também a sua licença médica revogada nos EUA. Uma situação que o próprio vai tentar agora inverter.

«Ele acredita que vai conseguir voltar a exercer medicina algures», disse a advogada, confirmando que a sua equipa já está a trabalhar para que a licença de Conrad Murray seja novamente válida no estado do Texas.

Citada pela ABC News, a mãe de Michael Jackson afirmou, em ocasiões anteriores, que espera que Murray «nunca mais exerça medicina, e que não viole o juramento de Hipócrates e faça mal a outro paciente».

Katherine Jackson e a sua família perderam recentemente uma ação judicial contra a promotora AEG Live. Os Jackson queriam ser indemnizados pela organizadora dos concertos do cantor em Londres, em 2009, responsabilizando a AEG pela contratação irresponsável de Conrad Murray.