Mariza, que venceu este mês, o prémio de Melhor Artista atribuído pela revista britânica Songlines, atua no dia 8 de junho do Gordon Theatre, em Cardiff, e no dia seguinte no Het Concertgebouw, em Amesterdão, foi esta terça-feira divulgado.

O alinhamento dos dois concertos é com base no mais recente álbum da artista, “Mundo”, que revisitará alguns êxitos da sua carreira como “Ó gente da minha terra”, adiantou à Lusa fonte da sua produtora.

A criadora de “Cavaleiro monge” é acompanhada pelos músicos José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Pedro Jóia, na guitarra clássica, Yami, no baixo acústico e Vicky Marques, na bateria e percussão.

O jornalista Nigel Williamson, da Somglines, especialista em música pop e músicas do mundo, afirma no texto sobre Mariza que "a primeira-dama do Fado vive atualmente um momento muito feliz”, e realça, entre outros temas do CD “Mundo”, “a batida de ‘Missangas’ e a arrebatadora canção ‘Sombra’, que garantem a Mariza o estatuto de rainha do fado tradicional”.

O crítico refere ainda “as espantosas baladas pop ‘Melhor de mim’ e ‘Adeus’, o etéreo 'Sem ti' e o maravilhoso e brilhante 'Saudade Solta'”.

Williamson faz notar “a maturidade expressiva que dá à voz, que está melhor que nunca”, e afirma que, já que Mariza canta, de vez em quando, nos seus concertos, “I will always love you'”, de Whitney Houston, “talvez as fusões pop/fado de ‘Mundo’ não sejam uma surpresa, mas Mariza fê-lo com talento, destreza e autoconfiança, que é simplesmente de tirar o fôlego”.

Mariza disse à Lusa, em outubro, quando o álbum foi editado, que “Mundo” é “um convite” para o público conhecer melhor o seu universo, o seu mundo, aquilo que é, e como evoluiu e se transformou.

“Este CD surge como um convite às pessoas para visitarem o meu mundo, no que me tornei agora, passados 15 anos [do primeiro CD], até este álbum, o que sou, naquilo que me transformei, como eu vejo agora a música, aquilo que sinto e o que é para mim”, rematou a fadista.

Para a Songlines, "Mariza regressou em 2015 com um álbum que mais do que uma reinvenção é uma extensão ousada do seu papel como representante global do fado".

No entender da publicação, Mariza surge "não só como uma das melhores fadistas da sua geração, mas também como uma das mais carismáticas artistas do mundo, fazendo a ponte entre géneros populares e tradicionais de uma forma visionária".