A cantora brasileira Adriana Calcanhotto regressa a Portugal no final deste mês e em março, para três concertos na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, dois dos quais acompanhada pela Orquestra Gulbenkian.

De acordo com a fundação, Adriana Calcanhotto atuará a solo no dia 25, com o espetáculo «Olhos de onda», no âmbito do programa «Músicas do mundo». É aqui que a cantora encerrará o ciclo, em torno de «Olhos de onda».

Dias depois, a 01 de março, a cantora brasileira ajusta o repertório para a Orquestra Gulbenkian, sob a direção do maestro Rui Pinheiro, interpretando canções do alterego Adriana Partimpim e a obra «O Pedro e o Lobo», de Prokofiev, para os mais novos.

Há quinze anos que Adriana Calcanhotto tem tido uma presença regular em palcos portugueses.

«Nunca vou esquecer do meu primeiro concerto em Lisboa, sozinha com minha guitarra e uma audiência mágica, em outubro de 2000. Na primeira noite caí de amores pela cidade, e por Portugal, dentro dela», escreveu a cantora a propósito da estreia na Culturgest.

Foi para a Culturgest que estreou também o espetáculo «Olhos de onda», retomando o violão mais de um ano depois de ter sofrido uma lesão num pulso. Esse espetáculo é feito de êxitos antigos e de canções dos outros e acabou por ser convertido em álbum e DVD, gravado no Rio de Janeiro.

Adriana Calcanhotto, que completa 50 anos em outubro, lançou o primeiro álbum, «Enguiço», em 1990. Sucederam-lhe discos como «Marítimo» (1998), «Público» (2000) e «Maré» (2008).

As canções estão alicerçadas em voz e violão e inscrevem o nome da artista na música popular brasileira, com referências ao samba e à bossa nova.

A cantora gravou ainda três álbuns enquanto Adriana Partimpim, pensado para as crianças.