Pavilhão Atlântico foi até aos anos 80
«Here and Now» foi um espectáculo que juntou em palco as glórias da pop, numa verdadeira viagem no tempo
Por: Redacção/ Tânia Gonçalves | 2009-05-30 09:34Um encontro de gerações. O Pavilhão Atlântico, em Lisboa, conseguiu juntar desde os mais novos aos mais velhos para um
concerto com as glórias da pop da década de 80.
«Here and Now Lisboa 2009 - o melhor dos anos 80 ao vivo»,
foi este o mote para levar ao Pavilhão Atlântico milhares de pessoas com vontade de viajar no tempo ou então simplesmente
assistir a um concerto único - e que teria sido ainda mais desejado há duas décadas atrás.
Anos 80 por dentro
e por fora
O cheiro a naftalina não se fez sentir, embora algumas pessoas tentassem encarnar aquela década, usando
alguns acessórios como uns óculos de sol enormes, ou uma peça de roupa mais colorida. Se uns levavam acessórios, outros levavam
o espírito carregado de anos 80.
Os milhares de espectadores cantaram e dançaram. Entre passos mais arrojados, outros
mais subtis, notava-se na expressão de algumas pessoas uma nítida viagem no tempo.
O concerto dividiu-se em duas partes,
com uma pausa de 15 minutos. Na primeira parte actuaram os Curiosity Killed the Cat, NiK Kershaw, ABC e Belinda Carlisle.
Na segunda parte actuaram Kim Wilde e Ric Astley, cabendo-lhes um maior número de êxitos.
O público não conseguiu
ficar sentado
O concerto começou com a actuação dos «Curiosity Kill the Cat», que conseguiram animar o público
à terceira música, com o tema «Down to Earth».
Mas o barulho dos aplausos fez-se ouvir à entrada em palco de Nik
Kershaw. Quem estava de pé pulou, quem estava sentado não conseguiu resistir e levantou-se, para acompanhar o tema «The Riddle»,
«Wouldn`t it be good» e «Won`t let the sun go down on me». Nik Kershaw dirigiu um «muito obrigado» ao público, em português.
O
público estava no auge. Na pequena pausa que se fez sentir entre esta e a próxima actuação, os espectadores batiam palmas,
ansiosos para que o espectáculo continuasse. Foi então que os ABC entraram. Entre todos os artistas, talvez tenham sido aqueles
que menos êxtase tenha provocado no público, se bem que toda a gente se pronunciou no último êxito apresentado «Look of love».
Passam
os anos, fica a vida em palco
«Parece que os anos não passaram, a voz é a mesma», é o sentimento que se tem quando
Belinda Carlisle começa a cantar. Como primeira vez em Portugal, esta estrela da música pop não se saiu nada mal. «Live your
life», «Leave a light on» e «Heaven is a place on earth» foram alguns dos êxitos apresentados e com impacto no público.
Uma pausa de 15 minutos separou a primeira da segunda parte deste concerto. Mesmo no intervalo o ambiente era animado,
com as pessoas a continuarem a dançar ao ritmo dos anos 80.
O momento alto da noite foi quando Kim Wilde actuou. A artista
interagiu bastante com o público, tendo este aplaudido a artista com muito entusiasmo, do início ao fim. «Cambodia» e «Kids
in America» foram sem dúvida os êxitos que puseram toda a gente a cantar.
Pavilhão Atlântico transformou-se num salão
de baile
Rick Astley encerrou o concerto. Chegando a palco com as suas duas meninas de coro pelo braço, o artista dirigiu-se
várias vezes ao público feminino, em especial. Confessou também que era a sua primeira vez em Portugal.
Êxitos como
«Together forever», «When I Fall in Love» e «Whenever you need» fizeram do Pavilhão Atlântico um verdadeiro salão de baile
dos anos 80. Aos pares, dançava-se ao som de ritmos mais românticos. Isqueiros ou telemóveis, faziam-se ver no ar.
Num
momento descontraído e de interacção com o público, ao contrário da água, comum das pausas dos artistas, Rick Astley levantou,
como que em brinde, uma lata de cerveja «Super Bock» e bebeu.
«Here and Now ¿ os anos 80 ao vivo», terminou com o
regresso ao palco de todos os artistas que fizeram desta noite uma verdadeira viagem no tempo através da música, tudo sem
sair do Pavilhão Atlântico.

