Dale Griffin, baterista dos Mott the Hoople, morreu este domingo durante o sono, aos 67 anos. O músico inglês sofria de Alzheimeir há nove anos.

Uma das músicas que marcou o percurso da banda foi All The Young Dudes, lançada em 1972 e escrita por David Bowie.





Griffin foi sempre um membro presente, até à separação da banda em 1976. Nos anos 80, tornou-se produtor musical para um programa de rádio da BBC-Radio 1, onde criava sessões de curta duração para novas bandas poderem gravar as suas músicas. Calcula-se que tenha conseguido gravar cerca de 2 mil sessões.

O baterista foi diagnosticado com Alzheimer em 2007, aos 58 anos. Em 2009, a banda voltou a reunir-se para um espectáculo de comemoração dos 40 anos do grupo, mas Griffin já estava muito cansado para tocar e apareceu em palco apenas para cumprimentar o público.

O cantor e compositor Billy Bragg deixou uma homenagem ao baterista no seu Facebook.
 
 

Sorry to hear of the death of Dale Griffin, drummer of Mott the Hoople. I was thinking about Mott last week. Bowie wrote...

Publicado por Billy Bragg em  Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016
 

“Lamento saber da morte do Dale Griffin, baterista dos Mott the Hoople. Estava a pensar nos Mott na semana passada. Bowie escreveu a canção de lançamento da banda, All The Young Dudes, uma das maiores evocações sobre o que era a vida de adolescente no Reino Unido, nos anos 70, juntamente com músicas como Life on Mars e That’s Entertainment.
Sempre tive um fraquinho pelos Mott the Hoople. Foi a única banda a que alguma vez quis pertencer, juntamente com os Earth, Wind and Fire. Quando cheguei a uma sessão da rádio da BBC para gravar o Kid Jensen Show, em janeiro de 1984, acabei por descobrir que o produtor da sessão era o Dale Griffin. Ele era uma ótima pessoa para se trabalhar em estúdio e fiquei com ideia de que ele realmente gostava do que estava a fazer. Mais tarde ele produziu a sessão de junho de 1991, intitulada Peel Session, durante as quais eu compus Tank Park Salute. É ele que está do lado esquerdo da capa do álbum parecendo, impossivelmente, com o seu eu de 1972.
Depois de escrever o meu quarto elogio fúnebre em oito dias, ocorreu-me que já me estou a aproximar dos 60. Estou a chegar a uma idade em que os heróis da minha adolescência começam a desaparecer. Rock on”
, escreveu Billy Bragg.