O pianista Mário Laginha, o guitarrista Miguel Amaral e o contrabaixista Bernardo Moreira juntaram-se para um novo trio, que nasceu este ano para um concerto em Lisboa e que resulta agora num álbum, intitulado «Terra Seca», escreve a agência Lusa.

Gravado em outubro e editado esta semana, este é o primeiro álbum do Mário Laginha Novo Trio, reunindo uma formação que se estreou em setembro passado num concerto na Culturgest, Lisboa, e que chamou a atenção por incluir uma guitarra portuguesa.

Nessa altura, Mário Laginha afirmou à agência Lusa que a guitarra portuguesa tem muito mais potencial do que quando utilizado no fado, «porque é um instrumento com uma característica de som portuguesa, e que transporta para o universo da tradição».

O encontro dá-se entre uma linguagem mais jazzística, do pianista e do contrabaixista, com o universo musical de Miguel Amaral, que se tem dedicado à vertente solista com guitarra portuguesa, um pouco na linha de trabalho de Pedro Caldeira Cabral e Ricardo Rocha, com quem estudou.

«Na verdade, não acho que esteja a começar nada, não é um instrumento novo, mas é um desafio que me interessa», sublinhou na altura Mário Laginha.

«Terra Seca», dedicado a Bernardo Sassetti, foi composto quase na íntegra por Laginha, com exceção do tema «Fuga para um dia de sol», escrito por Miguel Amaral, que a solo já editou o álbum «Chuva Oblíqua».

«É muito estimulante estar a ser confrontado com um universo que não é o meu (o do jazz). A ideia deste trio é integrar a guitarra portuguesa com outros instrumentos», afirmou Miguel Amaral à agência Lusa em setembro.