Em dezembro, os Slipknot anunciaram a saída do co-fundador e baterista Joey Jordison, mas o músico veio agora a público explicar que não foi ele que decidiu deixar a banda.

Num comunicado divulgado no Facebook, Jordison afirmou que ficou «chocado» com a notícia e que «nunca abandonaria» a banda e os fãs.

«Quero deixar bem claro que eu não deixei os Slipknot. Esta banda tem sido a minha vida durante os últimos 18 anos, e eu nunca a abandonaria nem aos meus fãs. Esta notícia chocou-me e atacou-me de surpresa tanto quanto a vocês», escreveu o músico.

Tal como os próprios Slipknot fizeram na altura, Joey Jordison também prefere não adiantar mais pormenores sobre a situação: «Embora haja muito que eu queira dizer, tenho de remeter-me ao silêncio por agora».





No comunicado dos Slipknot, a saída de Jordison foi explicada por «razões pessoais», dando a entender que tinha sido o próprio baterista a decidir deixar a banda.

Numa recente entrevista à rádio 93X, o vocalista Corey Taylor também se escusou a adiantar mais pormenores, dizendo que «há muita coisa a acontecer nos bastidores que as pessoas não sabem». «Portanto, legalmente e respeitosamente, não posso falar muito sobre isso», concluiu.

Recorde-se que esta é mais uma baixa na formação de uma banda que em 2010 perdeu o baixista Paul Gray. O co-fundador dos Slipknot tinha problemas cardíacos e morreu vítima de uma overdose de analgésicos.

Na mensagem publicada em dezembro, os Slipknot prometeram manter os planos de «lançar novo material no próximo ano».

O grupo não lança um álbum de estúdio desde 2008, ano de edição de «All Hope Is Gone», e os Slipknot estiveram à beira da separação definitiva após a morte de Paul Gray.

Para além do trabalho nos Slipknot, Joey Jordison tem também participado noutros projetos, como fundador e guitarrista dos já extintos Murderdolls, tendo recentemente criado outra banda, os Scar The Martyr, lançando o disco de estreia, homónimo, em outubro.