O festival “Rock in Rua” veio para ficar e dia 28 volta para a sexta edição ao Arco de Baúlhe, Cabeceiras de Basto, com os portugueses The Parkinsons a dar tudo em plena Festa da Senhora dos Remédios.

“Arco de Baúlhe [freguesia de Cabeceiras de Basto] sempre teve ligação ao rock. Durante anos houve ali o Festival de Música Moderna e também lá nasceu uma banda de thrash metal”, contou à Lusa Tiago Teixeira, membro da comissão de festas que em 2008 percebeu que faltava alguma coisa à Senhora dos Remédios.

Nem a procissão de velas nem a romaria da festa que se realiza na Vila do Arco de Baúlhe no primeiro fim de semana de setembro atraíam os mais jovens que decidiram então trocar andores por um festival de música house, com DJs e uma tenda.

Dois anos depois perceberam que talvez esse não fosse o melhor caminho e, aproveitando a “mentalidade rockeira” do Arco de Baúlhe, criaram o “Rock in Rua”, um festival que dizem ser “alternativo” e “independente” e ao qual já chamaram “grandes nomes a nível do rock”.

O “Rock in Rua foi crescendo, nestas seis edições deu pulos gigantes e já passaram por aqui bandas como Ena Pá 2000, Mata Ratos, Capitão Fantasma e The Dixie Boys”, destacou o responsável sem conseguir esconder o entusiasmo por este ano os The Parkinsons se deslocarem ao Arco para agitar as mais de mil pessoas esperadas.

A entrada do festival é gratuita e para conseguir as verbas necessárias à realização do evento, a comissão de festas organiza diversas iniciativas ao longo do ano, desde arraiais a peditórios casa a casa.

O festival começa às 21:30, com o projeto “Do Fado ao Rock” a preparar o público para os “registos mais fortes” de “No Smoking on Board”, das “Anarchicks”, os “The Parkinsons” e, a fechar o alinhamento, o “Quinteto Explosivo”.

A rematar, o palco na Rua do Arco de Baúlhe receberá a partir das 04:00 de domingo a atuação de Trip Many DJ e Ceci n’est pas un DJ.

Ainda que os moradores tenham inicialmente tido alguma facilidade em aceitar a noite de verão que passam sem dormir, Tiago Teixeira conta que “ao fim de algum tempo”, e à medida que perceberam que o festival “trazia uma nova dinâmica e um impulso ao comércio local”, o público mais velho foi aceitando melhor o rock na rua.

E se nos últimos anos, Arco de Baúlhe tem enchido e vibrado com o novo festival, este ano, e com aquela que dizem ser “a melhor edição”, a organização quer “voltar a encher a rua” do rock.