A cantora norte-americana Madonna partilhou, esta quarta-feira, o palco com as duas jovens do grupo russo contestatário Pussy Riot recentemente libertadas da prisão, num concerto em Nova Iorque.

Nadejda Tolokonnikova e Maria Alekhina apareceram ao lado de Madonna a 5 de fevereiro, num concerto organizado pela Amnistia Internacional em que participam outros nomes famosos como Bob Geldof, Blondie e Yoko Ono.

Durante a conferência de imprensa, as duas cantoras prometeram voltar aos palcos, apesar de não o terem feito esta quarta-feira.

«É absolutamente impossível tirar isso de nós», afirmou Nadejda Tolokonnikova.

«Nós não vamos perdoar nem esquecer o que o regime faz aos nossos cidadãos. Exigimos uma Rússia livre», acrescentou.

Quem também não cantou foi Madonna, que apenas apareceu em palco para apresentar as Pussy Riot e discursar.

«O direito de ser livre, falar para sobre o que pensamos, para ter uma opinião, para amar quem queremos amar, para ser quem somos. Temos que lutar por isso?», questionou a cantora, respondendo à pergunta com um sonoro palavrão.

«Este é o momento para o resto do mundo mostrar que é tão corajoso como as Pussy Riot e começar a afrontar outros líderes como Putin e outras organizações que não respeitam os Direitos Humanos, continuando a manter nos seus países a discriminação e a injustiça», acrescentou Madonna.

Maria Alekhina, de 25 anos e Nadezhda Tolokonnikova, de 24, estiveram detidas 21 meses na Rússia. Três dos cinco membros das Pussy Riot tinham sido detidos em fevereiro de 2012 por terem cantado uma «oração punk» contra Vladimir Putin na Catedral de Cristo Salvador, em Moscovo.