A organização do festival Alive, cuja 8.ª edição decorre de 10 a 12 de julho no Passeio Marítimo de Algés, Oeiras, anunciou, esta quarta-feira, que conta receber mais de 13 mil estrangeiros ao longo dos três dias.

Numa conferência de imprensa, em Algés, o promotor Álvaro Covões, da Everything is New, anunciou que, até terça-feira, foram vendidos 6.3779 bilhetes para o festival no Reino Unido, 4.545 em Espanha e 921 em França.

A organização está à espera de «mais de 13 mil visitantes estrangeiros», batendo assim «todos os recordes» anteriormente registados.

Ao longo dos três dias do festival irão atuar 129 artistas, repartidos por seis palcos, um destes dedicado à comédia, onde atuarão humoristas portugueses e estrangeiros.

Os bilhetes para 10 de julho, que tem os britânicos Arctic Monkeys como cabeças de cartaz, e os passes gerais para os três dias do evento já esgotaram.

Agora estão apenas disponíveis bilhetes diários para o segundo e terceiro dias, e a organização criou um novo passe para quem quiser ir aos dois dias.

Além dos Arctic Monkeys, que já tocaram várias vezes em Portugal, a 10 de julho atuarão ainda os Imagine Dragons, os Interpol, Elbow, The Lumineers, o músico e produtor Jamie XX, a cantora Kelis ou os portugueses Manuel Fúria e Sequin.

O restante cartaz do festival apresenta um rol extenso de artistas, entre os quais The Black Keys, The Libertines, Buraka Som Sistema, Chet Faker, Paus, War on Drugs, Foster the People, Caribou e MGMT.

Este ano, o festival volta a associar-se ao Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC). Desde a edição de 2008, o festival, em parceria com o IGC possibilitou que oito jovens investigadores desenvolvessem projetos em áreas como a Biodiversidade, a Evolução, a Genética, a Malária e a Microbiologia.

No âmbito da responsabilidade social, nesta edição, o festival, em parceria com a Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES), lança outro projeto: o ES Jovem, que irá premiar três projetos na área da economia social com bolsas no valor de cinco mil euros.

Ainda a propósito da responsabilidade social, Álvaro Covões anunciou que, nesta edição, «estão proibidos voluntários no festival», ajudando assim na criação de empregos, ainda que temporários.

Outro aspeto falado na conferência de imprensa de hoje foi o da eventual alteração do nome do festival, que toma o nome do patrocinador.

Com a extinção da marca Optimus, que se fundiu com a Zon e deu origem à NOS, esta será uma «edição de transição» no festival.

De acordo com o diretor de marca e comunicação da NOS, no recinto «convivem Optimus Alive e NOS Alive», sendo a nova marca assumida por completo na edição de 2015.

Hugo Figueiredo anunciou que, com esta fusão, o festival passará a ter um canal de televisão, que irá emitir entre os dias 07 e 12 de julho, inclusive.

No canal, que estará disponível na posição 19 do serviço NOS, «serão emitidos concertos, total ou parcialmente, em direto».