O novo álbum de João Pires, “Lisboando”, que conta com as participações de Aline Frazão, Pedro Moutinho, Dino d’Santiago e Cristiana Águas, chega hoje ao mercado nacional.

Em declarações á Lusa, o músico afirmou que este terceiro disco “nasceu da vontade de querer voltar" à sua Lisboa, trabalhar sobre a cidade "e com os amigos”.


“É um disco clássico, que reflete a mestiçagem de Lisboa, ponto de encontro de culturas, realçando o seu cosmopolitismo”, disse o músico.

Todas as composições de “Lisboando” são de autoria de João Pires, e nas letras das canções contou com as parcerias de, entre outros, de Amélia Muge, Ana Sofia Paiva e Alina Frazão.

“Este é um álbum maioritariamente de música portuguesa, com o meu estilo natural de ter tendência para a melodia, para conjugar linguagens musicais e que a minha viola soe, a tanta coisa: fado, bolero, marchas, flamenco, ritmos brasileiros, funaná, morna, ou batuku".


“Na realidade – realçou o músico - não é preciso sair de Lisboa para encontrar sons do Brasil, de Cabo Verde, para ouvir flamenco ou jazz”.

Entre outras referências musicais, João Pires citou Fausto, José Mário Branco e Carlos Paredes, músicos que o influenciam, disse.

Referindo-se ao título do álbum, o músico referiu que este remeteu para “um andar por Lisboa, descobrindo os sons de uma cidade onde vibra o mundo, nomeadamente lusófono”.

Com o guitarrista João Pires, estiveram em estúdio os músicos Diogo Duque (trompete), Francesco Valente (baixo), Marco Pombinho (piano), Poliana Tuchia (percussões) e Sebastian Sheriff (bateria), e ainda Miroca Paris, João Frade, Ivo Costa e Marcos Suzano que fizeram parte da equipa de arranjadores musicais.

Segundo a Uguru, que chancela o CD, “este novo trabalho de João Pires recebeu o apoio do Museu do Fado, [e] foi feito de forma íntima e intuitiva, desafiando muitas vezes convenções técnicas em detrimento da necessidade imperiosa de fixar ideias e emoções”.

O músico entrou em estúdios depois de “uma bem-sucedida campanha de angariação de fundos”, segundo a mesma fonte, que afirma que “’Lisboando’ privilegia as ideias, os sentimentos e as cumplicidades”.


Para a produtora este é um disco “honesto e luminoso”.