Simplesmente com o título «Madonna», Louise Veronica Ciccone publicava o seu primeiro disco, faz este sábado 30 anos, começando um percurso que a elevou aos píncaros da popularidade e fez as suas excentricidades serem tão conhecidas como a música, escreve a agência Lusa.

O primeiro disco foi lançado a 27 de julho de 1983 e nele estavam sucessos como «Lucky Star», «Holiday» ou «Borderline», que talvez nem tenham sido tão comentados como o comportamento da cantora.

Madonna rapidamente converteu-se num ídolo para milhões de adolescentes, não só, num primeiro nível, pelas atitudes provocatórias - como aparecer nos prémios MTV de 1984 com um vestido de noiva e um cinto onde se lia «Boy Toy» -, mas também, num nível mais profundo, pela crítica ao puritanismo norte-americano dos anos 1980.

Além da música, alguns dos pontos altos da cantora passaram também pelo cinema, nomeadamente quando ganhou um Globo de Ouro pela sua interpretação de Eva Perón no filme «Evita», a par de outros igualmente comentados, como as sessões fotográficas para as revistas «Playboy» ou «Penthouse».

Ser censurada nalgumas estações de televisão, indignar o Vaticano e ser acusada de blasfémia, provocar reações inflamadas dos setores mais conservadores da sociedade e ganhar os primeiros lugares dos tops de vendas a cada novo disco passaram a ser coisas normais para esta cantora, hoje com 54 anos e uma filha, que se mantém no topo da cultura pop há quase três décadas.