Um homem de 36 anos apresentou terça-feira, num tribunal de Los Angeles, nos EUA, os papéis para avançar com um processo por abuso sexual contra Michael Jackson, que morreu a 25 de junho de 2009. James Safechuck alega que foi vítima de abuso sexual por parte do Rei da Pop quando tinha 10 anos. Os abusos terão acontecido em 1988, quando ambos entraram num anúncio da Pepsi.

«O senhor Safechuck sofreu agressões sexuais repetidas e de natureza hedionda e sofreu uma lavagem cerebral para o fazer acreditar que se tratavam de atos de amor da sua própria iniciativa», referem os documentos, citados pela agência francesa AFP. O queixoso «dormiu regularmente na cama [de Michael Jackson] durante a digressão "Bad", em 1988», alega-se ainda nos documentos.



James Safechuck diz que Michael Jackson abusou dele uma centena de vezes até ter atingido a puberdade.

O advogado dos gestores da herança de Michael Jackson já respondeu às acusações, pedindo que as alegações de Safechuck não sejam tidas em conta.

«A apresentação, por parte do Sr. Safechuck, de uma queixa tardia contra os gestores do espólio de Michael Jackson para daí retirar benefício financeiro será, assim o esperamos, rejeitada», afirmou Howard Weitzman em declarações ao canal E! News.

«Esta é uma pessoa que apresentou queixa cinco anos depois de Michael ter morrido, mais de 20 anos depois de os incidentes supostamente terem acontecido e que deu testemunho sob juramento que Michael nunca lhe fez nada impróprio», acrescentou.

No âmbito deste caso, foi marcada uma audiência para 4 de setembro, no Tribunal de Los Angeles.

Já em 2013, um australiano de 31 anos, Wade Robson, abriu um processo judicial contra os gestores da herança de Michael Jackson, também por abusos sexuais.

O Rei da Pop morreu a 25 de junho de 2009, vítima de uma sobredosagem de medicamentos administrados pelo médico.