Não tem pescoço, o nariz e orelhas estão protegidas por gordura e a pele é mais grossa e dura que a do comum humano. Entre as costelas, tem airbags, e os joelhos dobram em todas as direções. Se os humanos evoluíssem até conseguirem sobreviver a acidentes de automóvel, parecer-se-iam com ele.

Graham resulta da campanha Towards Zero (que quer dizer “até ao zero”) e foi desenvolvido pela Comissão de Acidentes com Transportes do estado australiano de Victoria.

“Os carros evoluíram muito mais rápido que os humanos, e o Graham ajuda-nos a entender porque precisamos de melhorar todos os aspetos do nosso sistema de estradas para nos protegermos dos nossos próprios erros”, explicou Joe Calafiore, presidente da Comissão, ao jornal The Guardian.

Com um aspeto algo repulsivo, o Graham é feito de silicone, fibra de vidro, resina e cabelo humano. Tem ainda o que parecem ser mamilos no peito. Na verdade são bocados de músculo armazenados entre as costelas para diminuir os impactos dos acidentes.

Enquanto uma caixa torácica normal funciona como uma espécie de armadura dos órgãos vitais, a caixa de Graham é quase um airbag para o corpo humano.

Este “super-homem” é resultado dos esforços do cirurgião Christian Kenfield, do investigador David Logan, do centro de estudo de acidentes da Universidade de Monash, e das mãos da escultora Patricia Piccinini.