Imagine que a Porsche recolhia um 911 GT3 para reparação de um defeito e descobria que o veículo em causa pertencia à Honda. Pior: tinha sido utilizado para testes de comparação para o desenvolvimento de um modelo rival. Ficaria indiferente? Claro que não.

A história é contada por Nick Robinson, responsável de desenvolvimento da dinâmica do novo Honda NSX. Durante o processo, a Honda adquiriu um exemplar novo do Porsche 911 GT3 sob anonimato, naquela que é uma prática comum dos fabricantes que procuram sempre comparar os novos produtos às referências do mercado.

Mas o anonimato não passou despercebido à Porsche, que numa ação de recolha para reparar um problema nas bielas, “percebeu” a quem realmente pertencia aquele exemplar em específico.

Através dos dados gravados na centralina, a Porsche descobriu a utilização que o 911 GT3 estava a ter e quem o estava a utilizar. A descoberta, de resto, foi aproveitada para uma brincadeira, com a Porsche a deixar uma mensagem escrita sob o capot: “Boa sorte Honda, da Porsche. Encontramo-nos quando tiverem terminado”, recorda Nick Robinson.

Mas este não foi caso único. O outro passou-se com um McLaren 12C, outro dos superdesportivos comprados pela Honda para testes de comparação com o NSX.

O 12C, tal como o Porsche, também passou pelas oficinas da marca de Woking algumas vezes, mas neste caso ninguém descobriu quem eram os proprietários do veículo. Apenas “quiseram saber onde é que o carro tinha chegado às 205 mph (330 km/h). Em que pista?”.