A ideia tinha tudo para ser um sucesso, sobretudo junto das potenciais clientes, as mulheres: uma gama de verniz para as unhas, mas que também poderia servir para esconder pequenos riscos no carro. O que fez rebentar a polémica.

O produto que as senhoras tanto gostam, com a curiosidade de ser à cor da carroçaria de uma série especial do Twingo, em tons de vermelho, amarelo, azul e preto.

Além de ser prática, nem sequer era muito onerosa, por apenas 8.90 euros o frasco, a campanha acabou por suscitar alguma polémica, especialmente quando as Chiennes de Garde (Cadelas de Guarda, numa tradução literal) atacaram o projeto.

A líder da organização feminista, Marie-Noelle Bas, acusa a campanha de catalogar a mulher como má condutora e a necessitar do tal verniz para esconder, ou pelo menos para disfarçar, os pequenos toques.

Em declarações ao Automotive News, uma responsável das “Chiennes” acusou iniciativas como esta de serem insidiosas, ordinárias e sexistas, fornecendo as condições para ser negado à mulher o lugar que merece na sociedade.

 

 

A Renault não demorou a reagir, defendendo que o conceito do verniz na cor do carro não pretendia dar a entender que as mulheres são condutoras menos cuidadosas, mas antes criar versões especiais do Twingo para mulheres urbanas, que valorizam a personalização dos seus veículos.