Por vezes não basta ter dinheiro. É preciso algo mais… Que o diga o milionário norte-americano Preston Henn, que viu a Ferrari negar-lhe a compra de um LaFerrari Aperta.

É por demais sabido que a Ferrari escolhe os clientes para as suas séries limitadas, que só podem ser adquiridas por quem a marca italiana escolhe e não por quem tem dinheiro para as pagar. É uma forma de evitar a venda a especuladores, que o colocam de imediato à venda por valores superiores, jogadores de futebol ou outro tipo de clientes que não valorizem o automóvel.

Fora dos eleitos ficou Preston Henn, antigo piloto e colecionador, o que não o impediu de enviar um cheque  de sinal no valor de um milhão de dólares ao cuidado de Sergio Marchionne (presidente da Ferrari), acompanhado por uma carta em que expressava o seu amor pela Ferrari.

Mas de pouco serviu. O cheque foi devolvido com a justificação de que todos os modelos já estavam vendidos. A reação de Henston, de 85 anos, foi inesperada: o americano avançou para os tribunais, exigindo uma indemnização de 75 mil dólares por perdas e danos, argumentando que foi posto em causa com a recusa da Ferrari.

De acordo com os argumentos dos advogados de Preston Henn, a recusa da Ferrari “afeta a sua reputação e coloca-o num situação de ridículo, retira-lhe respeito e reputação em termos profissionais, negócios e credibilidade entre amigos, parceiros de negócios e nas relações sociais”.

O texto inclui ainda os Ferrari que Preston Henn reuniu desde 1960, uma lista impressionante onde figuram modelos como o F40, F50, Enzo, LaFerrari, 458 Speciale, 275 GTB, Daytona Spyder e um Fórmula 1 de Michael Schumacher.