Max Verstappen fez neste fim de semana 19 anos (na sexta-feira) atingindo o marco que era a regra (mínima) entre os recordistas de menor idade a estrearem-se na Fórmula 1. Era – até ele aparecer em cena há cerca de um ano e meio.

Antes de Verstappen, 19 anos era mesmo a idade mínima com que alguém tinha disputado pela primeira vez um grande prémio de um Mundial da F1. Os dez mais novos de sempre não ultrapassaram (separados por dias) essa idade de 19 anos (e qualquer coisa…).

Quando o holandês se estreou na F1 pulverizou essa marca guiando pela primeira vez num grande prémio aos 17 anos (e 166 dias). Ao estrar-se na Austrália em 2015, o piloto nascido em 30 de setembro de 1997, na Bélgica, «acabou» com um exclusivo clube; um clube em que os membros tinham todos 19 anos, como ele tem hoje.

Os dez pilotos mais novos a disputarem um GP de F1:

1. Max Verstapppen (Hol), 17 anos e 166 dias – GP Austrália 2015

2. Jaime Alguersuari (Esp), 19 anos e 125 dias – GP Hungria 2009

3. Mike Thackwell (Au), 19 anos e 182 dias – GP Canadá 1980

4. Ricardo Rodriguez (Mex), 19 anos e 208 dias – GP Itália 1961

5. Fernando Alonso (Esp), 19 anos e 218 dias – GP Austrália 2001

6. Esteban Tuero (Arg), 19 anos e 320 dias – GP da Austrália 1998

7. Chris Amon (Aus), 19 dias e 324 dias – GP Bélgica 1963

- . Daniil Kvyat (Rus), 19 e 324 dias – GP Austrália 2014

9. Esteban Ocon (Fra), 19 anos e 345 dias – GP Bélgica 2016

10. Sebastian Vettel (Ale), 19 anos e 349 dias – GP EUA 2007

*a negro estão os pilotos no ativo

A Fórmula 1 não só está em grande mudança estrutural com a entrada de investidores e de muitos milhões de dólares, mas está também a atravessar uma mudança geracional no pelotão, com jovens (bastante jovens) a entrar num grupo onde alguns dos mais velhos já anunciaram o final de carreira.

Entre o mais velho em pista, que é Kimi Raikkonen, com 36 anos (faz 37 a 17 de outubro), e Verstappen estão 17 anos (que serão 18 daqui a duas semanas). O finlandês (campeão do mundo em 2007) tem mais um ano de contrato e a sua continuidade para além de 2017 é ainda um segredo bem guardado por ele.

Assim como acontece com Fernando Alonso, também com contrato por mais uma época com a McLaren quando está com 35 anos; a mesma idade de Felipe Massa. O brasileiro da Williams, pelo seu lado, já anunciou mesmo o final da carreia no término desta temporada.

O quarteto dos mais velhos é completado por Jenson Button, que fará os 37 anos em janeiro. E a McLaren já anunciou que o piloto inglês (campeão do mundo em 2009) passará a ter outras funções na equipa (até 2018) deixando de ser piloto titular em 2017 – ele que fez o 300º grande prémio neste fim de semana.

No exclusivo clube dos 19 que Verstappen «dinamitou», dois dos «membros» que estão ainda em atividade são ex-campeões do mundo: o já referido Alonso (2005-06) e Sebastian Vettel (2010-13), agora com 29 anos. Os outros três em atividade do grupo dos dez mais novos de sempre a estrear-se num grande prémio estão no começo e têm em Daniil Kvyat o mais velho, com 22 anos. Além de Verstappen, o terceiro destes «jovens lobos» é Esteban Ocon, com a estreia do francês (agora já com 20 anos) a ter acontecido em agosto passado.

Se dois dos cinco do clube dos mais novos de sempre chegaram ao título mundial, o que o futuro trará aos outros três já vai tendo alguns diferentes graus de previsão, com Ocon como o mais incerto entre a futurologia pelas poucas (quatro) corridas ainda disputadas.

Verstappen é visto como um novo talento que vai dar muito que falar tendo sido já comparado com históricos pilotos como Ayrton Senna pelo seu arrojo em pista... e talento. E ganhou o seu lugar na Red Bull precisamente à custa de Kvyat. O russo estreou-se na F1 já em 2014 e passa por momentos de incerteza na Toro Rosso, depois de ter sido substituído pelo holandês já nesta época – numa troca direta entre equipa de fábrica e satélite.

A troca coincidiu com a estreia de Verstappen a vencer o seu primeiro grande prémio na F1 na primeira vez que correu com o Red Bull – e o holandês tornou-se também o mais novo de sempre a vencer um grande prémio de F1.

E, quanto a previsões sobre os mais novos de sempre, tanto se pode olhar pelas promessas de Verstappen como pela trajetória de Kvyat. Mas os factos que aquela tabela mostra é que, dos dez presentes estão cinco em atividade, três apareceram nos últimos três anos e seis fizeram-no neste século.

A F1 mostra uma tendência de rejuvenescimento do seu pelotão quando também está para reorganizar-se estruturalmente? Com as saídas previstas (e previsíveis) é o que parece, num um grupo que, no total dos 22 pilotos atualmente em prova, tem uma média etária de 27,22.