Imagine envelhecer 12 anos em apenas 19 semanas (ou cerca de cinco meses). Não, não estamos a falar de whisky, mas de automóveis. A Audi Quality Assurance (divisão de Garantia de Qualidade da Audi) realizou, em Ingolstadt, o seu 100º teste “INKA” num A4.

O teste de corrosão e envelhecimento é uma das mais exigentes avaliações que um veículo passa na Audi, onde é simulado 12 anos de circulação de um carro em apenas 19 semanas. O objetivo é avaliar a qualidade da proteção efetiva contra a corrosão e durabilidade.

A responsável de engenharia de materiais, Sylvia Droll diz que “o teste INKA é uma ferramenta essencial para avaliar a qualidade dos nossos modelos e melhorar ainda mais nossos métodos de produção”.

Até ao momento, mais de 322.500 horas e um milhão de quilómetros passaram durante as 100 avaliações realizadas desde 2002. Aqui incluem-se 2800 testes na lama e 1900 em sal.

Os testes de durabilidade e resistência contam com cinco fases. Primeiro o carro é coberto com sal numa câmara climática a 35 graus Celsius. Em seguida, é exposto a um clima tropical até 50 graus Celsius e humidade do ar máxima de 100%.

Na fase três, 80 lâmpadas de vapor de halogénio, cada uma com uma potência de 1.200 watts, aquecem a carroçaria a um máximo de 90 graus Celsius. No processo, as cores no interior não devem desvanecer e os materiais não devem tornar-se frágeis.

A quarta fase simula condições de inverno no círculo polar artico. A -35 graus Celsius, uma máquina simula a torção da carroçaria e pressão sobre as partes do veículo e do motor que os veículos enfrentam em estradas irregulares. Na quinta e última fase, pilotos de testes conduzem.

Ao todo, 12 mil quilómetros são percorridos por cada modelo, incluindo passagens por água salgada e lama. No final dos testes, os inspetores de qualidade desmontam o carro em cerca de 600 peças e analisam os pontos fracos.

Veja o vídeo dos testes com um Audi Q7: