Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa que hoje se reuniram em plenário entregaram uma moção no Ministério da Economia alertando para a degradação das suas condições de vida e dos colaboradores reformados.

A moção foi entregue pelas comissões de trabalhadores ao chefe do gabinete do secretário de Estado dos Transportes, que se mostrou «sensível às questões invocadas», afirmou Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicato de Transportes e Comunicações (Fectrans).

Foi inclusive marcada uma reunião entre o secretário de Estado Sérgio Monteiro e os trabalhadores, para o dia 02 de abril, às 10:30.

Os protestantes deslocaram-se de metro entre a estação de Sete Rios (onde decorreu o plenário) até à Baixa-Chiado, em Lisboa.

Já em frente ao Ministério da Economia, os cerca de 400 trabalhadores, de acordo com números da organização, mostraram a sua indignação ecoando frases como «Parem de roubar quem viveu a trabalhar».

Anabela Carvalheira disse à Lusa que a ação, que tinha sido aprovada em unanimidade em plenário, foi particularmente importante por revelar que «os trabalhadores do Metro se encontram disponíveis para todas as formas de luta que entendam ser necessária».

Na moção entregue no Ministério da Economia, a que a Lusa teve acesso, lê-se que o agravamento das condições de vida e trabalho dos trabalhadores do Metro de Lisboa se tem «intensificado profundamente, por força das políticas de direita que visam tornar a empresa apetecível aos amigos dos grandes grupos de transportes».

Do documento consta também a informação de que que os funcionários do Metropolitano de Lisboa vão participar nas eleições europeias de 25 de maio, tornando este num «dia nacional de luta nas urnas».

A próxima ação será decidida no dia 07 de abril, em plenário, apontou ainda Anabela Carvalheira.

Na base destas manifestações estão os cortes aplicados pelo Estado este ano, tanto nos salários dos trabalhadores no ativo como nas pensões dos reformados da empresa.

Entre as 11:00 e as 13:00 de hoje, a circulação do Metro sofreu várias perturbações devido ao plenário de trabalhadores.