O peso do petróleo na economia angolana tem vindo a diminuir e representa atualmente cerca de 40 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, disse o ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, escreve a Lusa.

«Atualmente, o PIB tem representado entre 40 e 41 por cento do peso do petróleo. Há alguns anos, estava à volta dos 56 ou 58 por cento. Aqui está um indicador económico que revela, de facto, que o peso específico do petróleo começa a ficar reduzido», disse o ministro, em entrevista ao Jornal de Angola, publicada esta segunda-feira.

De acordo com Botelho de Vasconcelos, o objetivo do executivo passa por manter este nível de redução nos próximos anos - apesar do anunciado aumento da produção de petróleo -, através da diversificação da economia angolana.

«Este é o sonho que todos temos em que efetivamente os outros setores económicos possam ter um peso específico no desenvolvimento económico e social do país superior ao que temos atualmente. É o sonho de todo o angolano», assumiu o governante, na entrevista ao jornal estatal.

O executivo angolano, país que é atualmente o segundo maior produtor de petróleo na África subsaariana, mantém o objetivo de atingir em 2015 a produção diária de dois milhões de barris de petróleo, muito acima do registo atual.

«Os 1.656.000 barris por dia são resultado do declínio de alguns blocos em produção. Estão a ser desenvolvidos alguns campos na perspetiva de se aumentar a produção e cobrirmos o défice. Creio que em finais de junho entra em produção no bloco 17, o Clov, que vai produzir 130 mil barris por dia. Pretendemos inverter a atual situação e continuar a crescer», insistiu o ministro.

Angola produziu mais de 142 milhões de barris de petróleo entre janeiro e março, valor que até final deste ano deverá atingir os 655 milhões de barris.

O crude representa 97% das exportações e 80% da receita fiscal, mas a indústria petrolífera emprega apenas 1% da população.