A empresa que lidera a vida paralela do Second Life alterou as condições de utilização da plataforma ao limitar os poderes dos internautas sobre as suas propriedades digitais. A reacção não se fez esperar e os proprietários de alguns terrenos virtuais reclamaram direitos nos tribunais dos EUA.

É que, agora, ao adquirir um terreno virtual os internautas obtêm «uma licença limitada no acesso e emprego de determinadas funcionalidades do serviço associadas à Terra Virtual presente nos nossos servidores», adverte a companhia, citada pelo «El País».

A moeda virtual Linden Dollars, convertível em dinheiro a sério, possibilitou a criação de regiões virtuais por muitos dos utilizadores do Second Life. Os espaços são utilizados para arrendamentos ou para publicidade. Mas agora os proprietários correm o risco de ver cair por terra os seus «negócios».

Second Life: uma vida paralela

As alterações efectuadas em Abril passado fizeram um grupo de proprietários de Filadélfia apresentar uma queixa a sério, invocando as leis que protegem os consumidores na Califórnia, isto porque a sede da empresa do Second Life é em S. Francisco.

Os internautas exigem uma indemnização de cinco milhões de dólares e o reconhecimento da propriedade plena sobre as parcelas virtuais que detêm.