Por: Redacção / VC | 2- 5- 2011 9: 15
Depois da corrida ao iPad, o mais famoso dos tablets este mercado vai acelerar ao longo de 2011, com as vendas a dispararem
mais de 800%. São estas as estimativas da IDC, uma empresa de serviços de consultoria para os mercados das tecnologias de
informação e electrónica de consumo.
O gadget da Apple chegou a Portugal em Novembro e a segunda versão aterrou
em Março. Só no ano passado foram vendidos 35 mil tablets em território nacional, número que deverá crescer 813%. Ou
seja, até ao final de 2011 deverão ser adquiridas 322 mil unidades.
«Portugal terá um crescimento superior
ao esperado para o mercado mundial [de 300%], porque o iPad, que representou mais de 85% deste mercado, só chegou ao mercado
nacional no final de 2010», explicou à Lusa Gabriel Coimbra, Research & Consulting Director da IDC em Portugal.
«Na
Europa e em Portugal, a taxa de crescimento prevista para 2011 é maior do que em países como os EUA, onde os tablets estão
disponíveis há mais tempo». Aos EUA, por exemplo, o iPad chegou logo em Abril de 2010.
45 milhões de tablets vendidos
em todo o mundo
A IDC prevê que o mercado mundial cresça mais de 300% em 2011 e atinja cerca de 45 milhões de
unidades, das quais 22 milhões serão vendidas na Europa, Médio Oriente e África (EMEA). Em 2010, foram vendidos 17 milhões
em todo o mundo, dos quais seis milhões na região EMEA.
Segundo o consultor, «os media tablets deverão representar
10% das vendas de portáteis em Portugal». Estes novos dispositivos, semelhantes a um pequeno computador de ecrã táctil,
podem comprometer, admite a IDC, a venda de portáteis, embora de forma pouco significativa.
«Têm vindo a afectar
a venda de portáteis, mas esse feito não é significativo, porque os media tablets são um complemento e não uma substituição.
Não os vemos como um substituto dos portáteis». «A quebra das vendas de portáteis resulta da conjuntura económica».
O
mercado dos tablets, de que o iPad é líder, tem vindo a crescer e o braço-de-ferro entre as principais marcas é cada vez maior:
Samsung, Motorola, Blackberry, LG e HTC são algumas das empresas que também estão a apostar nos dispositivos que permitem
ter uma experiência de leitura de jornais, revistas ou livros próxima da leitura em papel, com a vantagem de se poder aceder
a conteúdos multimédia.
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