Max Biaggi deixou o hospital e foi para casa disposto a parar. É esse o sentido das palavras do piloto italiano, que assume ser altura de se dedicar à família e de dar lugar aos mais jovens. Biaggi diz que pensou muito nestes dias: na sua vida e nos que tiveram menos sorte do que ele, como Michael Schumacher (sem notícias de recuperação) ou Nicky Hayden (falecido há pouco mais e um mês).

Max Biaggi deixa hospital após 18 dias internado

«Nestes dias corri o risco de não estar mais aqui e percebi que a vida é um dom e não deve ser desperdiçada. Eu revivi o filme da minha vida e percebi que agora não tenho se provar nada a ninguém», assumiu Biaggi à saída do hospital, numa citação das «Gazzetta dello Sport».

A caminho de casa com a mulher é na família que o italiano agora pensa: «O meu objetivo agora é recuperar, é dar amor e felicidade ao meu filho e às pessoas que me amam e eu amo.» «Pensei muito nas pessoas que conhecia bem, como Schumacher e Hayden, e percebi que às vezes basta um piscar de olhos para perder tudo», afirmou.

E, em relação a voltar a pilotar motos, Biaggi admitiu que esta será a altura de se colocar noutro plano. «A paixão é intocável, mas vou dar espaço às jovens promessas», anunciou Biaggi com a intenção de «ensinar-lhes que o talento não basta neste trabalho», mas que é preciso «outras coisas» que acredita poder «transmitir».

«Para fazer este trabalho fiz sempre muitos sacrifícios. Agora, posso dizer que a minha vida é bela», disse Max Biaggi agradecendo «a todos».